Em frente à praia de Copacabana existem muitos prédios. Residenciais ou comerciais, os edifícios tomam conta da orla. Contudo, havia uma pedra, ou melhor, uma Casa de Pedra, no meio do caminho.

No dia 20 de outubro de 2013, a última residencial casa em frente à praia de Copacabana foi derrubada. O imóvel era conhecido como “Casa de Pedra”, por conta de detalhes de sua arquitetura.

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A casa era do início do século XX e pertenceu à Zilda Azambuja Canavarro Pereira, viúva de um militar. Zilda morou no local até 2012, quando faleceu, aos 101 anos de idade.

Por muitas décadas, Zilda morou na Casa de Pedra. Ao longo de todos esses anos, ela recusou inúmeras e milionárias propostas para vender o imóvel, que era seu xodó.

A Casa de Pedra era uma referência física e afetiva para os moradores de Copacabana. Ela passou tanto tempo ali que não havia como ser diferente, resistindo às mudanças do bairro“, destaca o pesquisador Márcio Costa.

Após o falecimento da proprietária, os herdeiros negociaram a casa por R$ 32 milhões. No ano seguinte, em 2013, a Casa de Pedra virou escombros.

Um hotel de luxo, de 11 andares, seria construído no local onde antes ficava a última casa da orla de Copacabana. Contudo, a propriedade se tornou alvo de uma disputa judicial entre o empresário Omar Peres, o Catito, e o fundo JGP, que tem como principal sócio André Jakurski.

“Eu desisti, e desistiram de mim. Lancei o projeto em janeiro de 2013, mas só recebi a licença de construção em maio de 2015. O projeto foi lançado para a Copa do Mundo e para a Olimpíada, quando o mercado imobiliário do Rio era mais valorizado, tudo que se fazia era vendido. Eu tinha um sócio no negócio, com divisão de 50% para cada, que trouxe um fundo de investimentos para financiar 40% do total do projeto. Como demorou muito, o fundo desistiu”, disse Peres, ao jornal O Globo.

Todo esse trâmite impossibilitou a construção do hotel, que seria o primeiro prédio no Brasil desenhando por Zaha Hadid, primeira mulher a receber o Pritzker, considerado o Nobel da arquitetura. Zaha faleceu em 2016.

 

A simulação do projeto de Zaha Hadid

O terreno onde existiu a última casa da orla de Copacabana, que hoje, na avaliação da Sergio Castro Imóveis, vale cerca de R$ 38 milhões, será leiloado.

5 COMENTÁRIOS

  1. Linda CASA DE PEDRA, adorava ao sair da praia vê-la pq retornava no Túnel do Tempo (foi um Rio q passou em minha vida), um Rio q não existe mais INFELIZMENTE. Um best sellers com certeza.

  2. Caramba a casa era uma obra de arte, hj virou depósito de barqueiros da praia e briga judicial pelo terreno. Que trágico para uma orla tão linda e um ponto ótimo .

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