Cabana do Pescador (Foto: Rafael Lucena)

Quem visitar o Jardim Botânico do Rio nesta terça (7/09), quarta (8/09) e quinta-feira (9/09) poderá conhecer um acampamento botânico, com equipamentos e utensílios que pesquisadores levam nas expedições. Na estrutura, montada no corredor cultural, pesquisadores mostrarão ao público como é feito o trabalho de biólogos em campo, desde a coleta de amostras de plantas à preparação do material a ser transportado e, posteriormente, estudado.

A iniciativa faz parte da semana da Amazônia, promovida pelo JBRJ, para celebrar este e os outros cinco biomas brasileiros – Caatinga, Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal e Pampa -, além do Sistema Costeiro-marinho, durante o ano. A Amazônia, uma das regiões com maior biodiversidade do mundo, é o primeiro contemplado.

Até o próximo sábado (11/09), os visitantes conferem lançamento de livro e atividades educativas e dinâmicas com jogos didáticos. Além disso, nos restaurantes instalados no Jardim, está disponível cardápio com pratos típicos da gastronomia local, e, na loja de souvenirs, no Centro de Visitantes, estão à venda produtos da “Coleção biomas brasileiros”.

No último domingo (5), foi reaberta à visitação pública a cabana do pescador, localizada na Região Amazônica do Jardim Botânico. Fechada desde o início da pandemia, a cabana do pescador é uma reprodução das moradias tracionais amazônicas. No seu interior, utensílios típicos ribeirinhos amazonenses podem ser observados pelo visitante, proporcionando uma experiência histórica, cultural e ambiental da região.

A Amazônia possui 14 mil espécies botânicas identificadas pela ciência, sendo 2.400 endêmicas. A área total do bioma é de 7 milhões de quilômetros quadrados. No Jardim Botânico do Rio, em uma área de enorme exuberância, cortada pelo Rio dos Macacos, a Região Amazônica inclui o lago, a cabana e a estátua do pescador. Espaço de grande relevância histórica, a área possui também uma das maiores coleções vivas dentro do arboreto. No local, há árvores monumentais e leguminosas introduzidas pelo naturalista Adolpho Ducke (1876-1959), após inúmeras viagens à Amazônia (1919 a 1928). Ducke foi chefe da seção de botânica do Jardim Botânico. Espécies como seringueira, sumaúma, pau-mulato, açaizeiro, andiroba e até o mogno e a castanheira, ameaçadas de extinção, estão na região, que foi revitalizada e recebeu novas placas de sinalização sobre o bioma e a gestão de recursos hídricos na Amazônia.

Programação da semana do bioma Amazônia (5 a 11 de setembro)

– Terça, quarta e quinta-feira (7, 8 e 9/9), de 10h às 16h30

Acampamento do botânico no corredor cultural do JBRJ

Um acampamento botânico, com equipamentos e utensílios que pesquisadores levam nas expedições, estará montado no corredor cultural. No local, o público poderá conhecer o trabalho de biólogos em campo. Pesquisadores mostrarão, por exemplo, como é feita a coleta de amostras de plantas e a preparação do material a ser transportado e, posteriormente, estudado.

– Sexta-feira (10/9), às 10h

Pré-lançamento do livro “A maloca entre artefatos e plantas: guia da Coleção Rio Negro de Richard Spruce em Londres” (evento on line)

A publicação integra o projeto “Repatriamento digital de coleções bioculturais: conectando os conhecimentos científicos e indígenas na Amazônia”, apoiado pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O livro retrata coleções de objetos feitos com matérias-primas provenientes de plantas e animais, coletados, no passado, na Amazônia e hoje se encontram guardados em instituições na Europa. Trata-se de coleção representativa de artefatos, reunidos há 170 anos, pelo botânico viajante inglês Richard Spruce. Além disso, apresenta aspectos históricos e etnográficos da região do Alto Rio Negro no século 19 e traz uma visão geral das coleções científicas e sua importância para práticas de pesquisa intercultural.

A autoria é da pesquisadora do JBRJ Viviane Fonseca-Kruel, professora Luciana Martins, da Universidade de Londres, o antropólogo e pesquisador indígena Tukano do Alto Rio Negro, Dagoberto Lima Azevedo, o coordenador do Instituto Socioambiental/Rio Negro, Aloisio Cabalzar, William Milliken, Mark Nesbitt e Andrea Scholz.

– Sábado (11/9), às 10h30

Pré-lançamento do jogo de tabuleiro “A´pe-buese: aprender brincando”, no laboratório didático do Museu do Meio Ambiente, seguido de visita à Região Amazônica

O jogo lúdico foi inspirado na publicação “A maloca entre artefatos e plantas: guia da Coleção Rio Negro de Richard Spruce em Londres”O jogo aborda plantas e artefatos do Alto do Rio Negro, na Amazônia, que contam um pouco da cultura, fauna e flora do bioma Amazônia, especialmente do Alto Rio Negro. Também será exibido um vídeo, que mostra o projeto desenvolvido em colaboração entre  Jardim Botânico do Rio de Janeiro em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA), a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), a Birkbeck – Universidade de Londres, o Jardim Botânico Real de Kew Gardens, British Museum e o Museu Etnográfico de Berlim. A atividade, realizada pelo Serviço de Educação Ambiental do JBRJ, será seguida de visita à Região Amazônica.

Para participar dessa atividade programada para o sábado (11), é preciso fazer inscrição prévia pelo e-mail cvis@jbrj.gov.br ou tel. (21) 3874-1808.

Todas as atividades previstas para a semana do bioma Amazônia, com exceção dos produtos à venda nos restaurantes e na loja de souvernirs, são gratuitas e não incluem o valor do ingresso ao JBRJ. 

Cardápio do restaurante (5 a 11/9)

Prato principal: filé de pirarucu

Segundo prato: cassoulet da Amazônia

Prato de origem francesa, o cassoulet ganhou um toque de brasilidade na receita do chef Renan Magioli. O prato utiliza ingredientes típicos da Amazônia, como tucupi, pirarucu e jambu fresco.

Sobremesa: doce de banana, sorvete de queijo, melado de cana e castanha-do-Pará

Drinque: caipivodka de açaí

Serviço – Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Endereço: Rua Jardim Botânico, 920 (apenas sábados, domingos e feriados) e 1008
Horário: terça a domingo, das 8h às 17h
Valor da entrada

Visitantes residentes na Área Metropolitana do Rio de Janeiro: R$ 15,00

Visitantes residentes no Brasil: R$ 24,00

Visitantes estrangeiros Mercosul: R$ 45,00

Visitantes estrangeiros: R$ 60,00

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