Foto Cleomir Tavares / Diario do Rio

A Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados promoveu nesta quinta-feira (15/04), audiência pública para discutir o projeto de concessão do aeroporto Santos Dumont (Rio de Janeiro). Segundo Secretaria de Estado de Turismo (Setur-RJ), presente na reunião, o objetivo é entender melhor os propósitos e os objetivos do projeto, que deve ser concretizado em 2022.

O secretário de estado de Turismo, Gustavo Tutuca, convidado da reunião, se mostrou preocupado com a concorrência de aeroportos no Rio de Janeiro.

“Hoje, o Santos Dumont possui 80% dos voos. Isso tem mandado passageiros para fora do Rio de Janeiro, diminuindo nossa competitividade no setor do turismo e o nosso poder de atração do turismo internacional, que é uma das nossas vocações mais importantes. Sei que o Santos Dumont precisa ter sua posição consolidada, mas hoje o tamanho de mercado do Rio não comporta dois aeroportos concorrendo livremente”.

Tutuca ressaltou o trabalho que o Governo do Estado está realizando para a melhoria da infraestrutura da região e retorno de voos para o Galeão. Entre as ações, estão a segurança pública no entorno, a conservação das vias e o projeto de lei para redução do ICMS do Querosene de Aviação. Ele ainda frisou a importância dos dois aeroportos para o desenvolvimento do Estado.

“É importante que sejam feitas essas iniciativas para auxiliar na concorrência do Galeão. Porém, precisamos que os dois aeroportos tenham a saúde necessária para o desenvolvimento do turismo e da economia do Rio de Janeiro”.

A audiência foi uma iniciativa do deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ) que destacou a importância de se debater o tema.

“A concessão de aeroportos tem como objetivo atrair investimentos para ampliar, aperfeiçoar a infraestrutura aeroportuária brasileira e, consequentemente, promover melhorias no atendimento aos usuários do transporte aéreo no Brasil”.

O encontro ainda teve as participações do secretário nacional da Aviação Civil, Ronei Glanzmann, o diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago de Sousa Pereira, o diretor de Finanças e Novos Negócios da Infraero, Thiago Pedroso, e o secretário Estadual de Transportes, Delmo Pinho.

Proposta prevê retirada do Aeroporto Santos Dumont para construção de um novo bairro

No último dia 20 de fevereiro, o DIÁRIO DO RIO mostrou uma ideia dos arquitetos e urbanistas Carlos Murdoch e Felipe Salles, que visa a criação do bairro Santos Dumont, que seria onde hoje é o Aeroporto que tem o mesmo nome. O projeto é construir uma área desenvolvida na região, que fica entre o Centro e a Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro.

Entre os principais motivos para levar a ideia adiante estão o tempo de hegemonia do Galeão (que desde 1947 domina o trafego intercontinental para o Rio de Janeiro), os obstáculos que o Santos Dumont tem em suas duas cabeceiras – Vão Central da Ponte Rio-Niterói e o Pão de Açúcar -, a poluição ambiental, aérea e sonora que afeta moradores do centro, Glória, Botafogo, Urca, Santa Teresa e Centro de Niterói, além do risco de acidentes em uma área extremamente povoada.

O bairro Santos Dumont teria o tamanho do Leblon. Seriam 5 milhões de metros quadrados, desses, 3 milhões para construções residenciais e 2 milhões destinados às áreas de serviços e comércio. O valor da operação imobiliária seria de R$ 100 bilhões. De acordo com o criador da ideia, o retorno em tributos anuais seria de R$ 3,3 bi.



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2 COMENTÁRIOS

  1. E como convencer o Governo Federal a perder uma grande receita na concessão deste aeroporto? O Santos Dumont é um filé minhom que serviria de acompanhamento pro GF empurrar junto vários ossos – aeroportos ferrados que ele possui e que ninguém compraria individualmente.

    Essa história de bairro Santos Dumont tem mais chance de acabar como sonho de arquiteto e decorador.

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