Respectivamente, Ton do Tuiuti, escultor de espuma da Unidos da Tijuca; Renata Luiza, aderecista que há 39 anos atua no Carnaval; e Cássio Murilo, pintor de arte - Foto: Divulgação/Governo do RJ

O cancelamento do Carnaval em 2021, devido à pandemia de Covid-19, trouxe sérias dificuldades financeiras às escolas de samba e aos blocos de rua que movimentam a folia do Rio de Janeiro anualmente. Pensando em ajudá-los, o Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura, anunciou editais de apoio que, ao todo, movimentarão cerca de R$ 3,9 milhões em suporte financeiro às agremiações.

Há mais de 1 ano convivendo com a pandemia, as pessoas que tiram seu sustento através do Carnaval se viram, de uma hora para outra, sem trabalho.

”O Carnaval faz parte da identidade brasileira. É preciso tratar esse símbolo nacional com carinho. O momento é de protagonismo da saúde, mas o entretenimento também traz saúde, você não consegue fazer nenhum evento sem música, sem decoração, sem arte. São pessoas anônimas que contribuem para esse momento de alegria”, diz Tom da Tuiuti, escultor de espuma da Unidos da Tijuca.

É comum que esses trabalhadores também façam serviços em outras áreas da cultura, como cinema, TV, dança e teatro. Todos acabaram afetados de alguma forma pela pandemia.

”Os profissionais do Carnaval carecem de incentivo. São aderecistas, chapeleiros, ferreiros, pintores, escultores… Toda essa cadeia produtiva sofreu muito com essa pandemia. Nós precisamos dos olhares do poder público”, pede Renata Luiza, aderecista que há 12 anos trabalha com Carnaval.

Boa parte dos trabalhadores da Cidade do Samba vêm de comunidade e têm essa paixão por samba em suas famílias. Antes de trabalhar nos festejos carnavalescos, são frequentadores das quadras das diferentes escolas, criando uma rede de amigos e colegas que podem se apoiar. Ver a folia suspensa foi um baque para muitos desses trabalhadores.

”Essa ajuda vai ser muito importante para todo mundo que trabalha aqui na Cidade do Samba. Eu tive Covid e sobrevivi, foram momentos duros e agora estamos todos esperando essa pandemia acabar, para que a gente consiga voltar a nossa vida normal”, conta Cássio Murilo, pintor de arte de diferentes escolas.

Para concorrer nos editais, os grupos carnavalescos não podem ter recebido verba da Secretaria Estadual de Cultura nos últimos 12 meses. Outro requisito essencial é a filiação a uma liga, associação ou federação representativa do Carnaval.

”É um edital que vai trazer um conforto temporário para quem está precisando de ajuda e de trabalho. As associações que representam o carnaval de rua estão muito feliz, a gente agradece o esforço da Secretaria Danielle Barros, que nos ouviu e entendeu a nossa urgência e moveu esforços para que a gente conseguisse esse edital de salvaguarda”, relata Rita Fernandes, presidente da Sebastiana, a Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

1 COMENTÁRIO

  1. Tá ruim pra todo mundo: escola de samba não é uma instituição onde a lisura e governança seja das melhores – vide histórico de casamento com o jogo do bicho. E lá vamos nós injetar dinheiro público nisto?! Quem goste e aposte em carnaval que deveria recolher recursos para manter funcionando. Ou a quitanda do seu João e todo resto também deveria receber dinheiro a fundo perdido.

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