Foto: Divulgação/EBC

O Governo do Estado do Rio de Janeiro está autorizado a convocar todos os aprovados no último Curso de Habilitação ao Quadro de Oficiais Auxiliares e Quadro de Oficiais Especialistas da Polícia Militar 2021 para as próximas etapas do concurso e a realizar a nomeação dos concluintes. É o que autoriza o projeto de lei 4.011/21, que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou em discussão única nesta quinta-feira (24/06). O texto segue para sanção ou veto do governador Cláudio Castro (PL).

O objetivo da proposta é que sejam preenchidos os postos de segundo tenente da PM. “O lapso temporal existente entre o último certame e o atual ocasionou a impossibilidade de ascensão profissional por parte dos subtenentes e primeiros sargentos, já que as administrações anteriores não cumpriram com a realização regular do concurso conforme plano anual de ensino. Com o não cumprimento, o número de vagas ociosas no cargo aumentou drasticamente, mas não por falta de policiais para o preenchimento destas”, explicou Renato Zaca (PRTB), um dos autores originais da proposta.

Também assinam o texto os deputados Alana Passos (PSL), Alexandre Knoploch (PSL), Anderson Moraes (PSL), Carlos Macedo (REP), Charlles Batista (PSL), Chiquinho da Mangueira (PSC), Dr. Deodalto (DEM), Giovani Ratinho (PROS), Luiz Martins (PDT), Marcelo Cabeleireiro (DC), Marcelo Dino (PSL), Márcio Gualberto (PSL), Marcos Muller (PHS), Rodrigo Amorim (PSL), Rosenverg Reis (MDB), Sérgio Fernandes (PDT), Val Ceasa (Patriota), Valdecy da Saúde (PTC), Vandro Família (SDD), Zeidan (PT), Coronel Salema (PSD), Subtenente Bernardo (Pode) e Eurico Júnior (PV), além do deputado licenciado Léo Vieira e do ex-deputado Felipe Peixoto.

3 COMENTÁRIOS

  1. Os concursos para Oficiais deveriam ser Interno, somente para aqueles que já estão excercendo a atividade policial… depois de três anos probatório.

    Como vem sendo feito nada tem de razoável e desprestigia aqueles que já estão excercendo funções policiais, influência os ânimos e disputas entre ocupantes de cargos com diferentes aspirações gerando conflitos internos.

    Um sujeito que não tem experiência de rua, estudou, foi aprovado e ingressou no curso de formação, frise-se, sem experiência nenhuma de rua, mandar no soldado, no cabo e sargento alguns com mais de década na função???

    É a mesma coisa no caso de policial civil e delegados. Estes últimos deveriam ingressar como policiais.

    Cursos de aperfeiçoamento e capacitação as próprias escolas de formação, seja na Polícia Civil, Federal ou Militar, deveriam subsidiar a ascenção profissional dentro das corporações respectivas.

  2. Uma questão que é absurda e vemos na matéria citada.
    Supostamente a não convocação prejudicaria atuais Tenentes que não progridem na carreira.
    Frise-se carreira essa altamente e aberrantemente perversa com aqueles praças, soldados e suboficiais, estes tratados com o pão que os oficiais amassam (trocado ao invés de “diabo”) pois são aqueles – e não estes últimos – que colocam a cara e o peito no dia a dia, enfrentando os perigos da profissão.

  3. Completamente desnecessário o preenchimento de cargos de oficiais da PM…

    Em artigo que pode ser buscado no Google, as Polícias Militares padecem do mesmo problema das Forças Armadas… Excesso de Oficiais diante da quantidade de suboficiais e soldados.
    O resultado disse é um alto custo em recursos humanos, muitos desses nem excercendo o policiamento ostensivo, mas mera “supervisão”, de atividade que, convenhamos, nada tem de complexa…
    Nas Forças Armadas, por exemplo, há excesso de oficiais em proporção com soldados, cabos e sargentos até mesmo se comparado com países envolvidos em guerras e conflitos pelo mundo (ex.: EUA, países da Otan, Rússia…)

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