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A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) decretou luto de três dias pelo falecimento de Jorge Picciani (MDB), na madrugada desta sexta-feira (14/05), os 66 anos, vítima de um câncer na bexiga contra o qual lutava há vários anos. Picciani foi presidente da Alerj por seis mandatos, em três legislaturas, e se notabilizou como líder político e também por legislar em defesa do Estado do Rio.

Picciani foi um dos mais importantes políticos da história recente do Parlamento fluminense. Como presidente da Alerj, liderou frentes de luta em defesa da transparência e implementou diversas mudanças na Casa em nome de uma gestão austera e mais eficiente. Na sua administração, por exemplo, foram instaladas as CPIs do Propinoduto e das Milícias; foram criados a TV Alerj, o Fórum Permanente de Desenvolvimento do Estado, além do Mecanismo de Combate à Tortura. Picciani pôs em votação projeto contra o nepotismo, proibindo contratação de parentes nos Três Poderes. Ele ainda foi autor de importantes leis como a que reduziu o recesso (férias) parlamentar, e a que criou o vagão exclusivo para mulheres em trens e no metrô.

Como presidente da Alerj, Picciani implantou o ônibus do consumidor, que passou a rodar o estado para atender às queixas da população; idealizou o Parlamento Juvenil, em que jovens das escolas estaduais legislam durante uma semana para conhecerem de perto o trabalho feito na Alerj, o que ajuda no exercício democrático e na formação de novas lideranças (a iniciativa acabou sendo copiada por outros Parlamentos). Em nome da transparência, ele passou a disponibilizar no site da Assembleia a lista de presença dos deputados, seus gastos, viagens, além da listagem dos auxílios-educação por gabinete. Na sua gestão foram criadas ainda a Comissão de Defesa do Consumidor (Codecon), e o Disque Criança e Adolescente.

Em 1990, o político conquistou o primeiro de seus seis mandatos como deputado. Ele passou por todos os cargos importantes do Legislativo até se eleger, por quatro mandatos consecutivos, presidente da Alerj (de 2003 a 2010). No ano de 2015, depois de ficar quatro anos afastado, voltou a ocupar a presidência da Casa, com 65 dos 70 votos dos deputados. E seu primeiro ato, na ocasião, foi propor um pacote de medidas de transparência e austeridade, entre eles a redução do auxílio-educação.

Em 2010, Picciani disputou uma cadeira do Senado e obteve 3.048.034 votos, e não se elegeu por uma diferença de menos de dois pontos percentuais do segundo colocado. Presidiu também o MDB-RJ por muitos anos, tendo sido um dos principais articuladores do cenário político do estado. Em julho de 2017, se afastou do Parlamento para se dedicar ao tratamento contra o câncer.

Formado em contabilidade pela UERJ e em estatística pela Escola Nacional de Estatística, Jorge Picciani nasceu em 25 de março de 1955, oriundo de uma família humilde de Mariópolis, na Zona Norte do Rio, e por 30 anos foi pecuarista. O Grupo Monte Verde, que ele presidia, é referência no setor. Ele era casado com Hortência Oliveira e deixa cinco filhos: os ex-deputados Leonardo e Rafael Picciani, o zootecnista Felipe, e os caçulas Arthur e Vicenzo.

Costa do mar, do Rio, Carioca, da Zona Sul à Oeste, litorânea e pisciana. Como peixe nos meandros da cidade, circulante, aspirante à justiça - advogada, engajada, jornalista aspirante. Do tantã das avenidas, dos blocos de carnaval à força de transformação da política acreditando na informação como salvaguarda de um novo tempo: sonhadora ansiosa por fazer-valer!

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