Foto: Thiago Lontra

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) realiza na próxima terça-feira (02/02) a abertura dos trabalhos da 3ª Sessão Legislativa da 12ª Legislatura com a presença do governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC). A abertura acontece a partir das 14h30, quando o governador apresenta o Plano de Governo para 2021. Em seguida, às 15h, o presidente André Ceciliano (PT) inicia a sessão preparatória e posterior eleição dos membros da nova Mesa Diretora da Alerj para o biênio (2021/2023). O evento será semipresencial e terá transmissão da TV Alerj.

André Ceciliano tentará a reeleição e não tem adversários, também não deve haver grandes mudanças na mesa diretora. Afinal, Ceciliano que substituiu Jorge Picciani (MDB), conseguiu se reeleger e fazer a Alerj passar por vários terremotos, além da prisão de Picciani, Paulo Melo e outros, depois a Operação Furna da Onça, ameaça de dossiês contra os deputados estaduais , impeachment de Wilson Witzel e a pandemia sem muitos solavancos. Além de manter boa relação com quase todos deputados.

A única exceção é Tia Ju e Carlos Macedo, ambos do Republicanos, que tentaram evitar a candidatura a reeleição via Judiciário, com base que a Constituição não permite a reeleição dos presidentes da Câmara Federal e do Senado. Só que, no caso do Rio de Janeiro, é ponto pacífico que presidentes podem ser reeleitos.

De acordo com o Informe O Dia, os motivos da reação considerada “vingativa” por parte dos deputados da Universal é pelo fato de Tia Ju não ter sido reconduzida à Mesa Diretora, de onde se afastara para assumir a Secretaria de Assistência Social do governo Crivella. Ao voltar, quis ser candidata à presidente da Alerj, mas só obteve apoio do colega da Universal, Carlos Macedo. Depois, quis ser Secretária de Assistência Social do Estado (já que tinha tomado gosto pelo Executivo), mas também não teve êxito.

A Mesa Diretora é composta por 13 integrantes: presidente, quatro vice-presidentes, quatro secretários e quatro vogais. Todos os integrantes são efetivos e têm direito a voto. Todos os deputados podem apresentar a formação de uma chapa, também composta por 13 membros, até o início da sessão. A votação é nominal e aberta – cada deputado declara seu voto. A chapa é eleita por maioria absoluta dos votos (36), em primeira chamada, e, por maioria simples (metade dos presentes mais um), em segunda chamada. Os parlamentares podem votar a favor ou contra as chapas, podem abster-se ou até mesmo votar somente em determinados integrantes da chapa. A Constituição Estadual prevê a reeleição da Mesa Diretora da Alerj (Artigo 99, II), bem como o Regimento Interno da Casa em seu Art.5°.

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