A ALERJ tem 70 deputados estaduais, um número um tanto quanto alto, mas vá lá, especialmente que depois das operações da Polícia Federal, 10 deles estão presos. Outro fato, os presidentes da ALERJ nas últimas 2 décadas estão atrás das grades também, Sergio Cabral (1995-2002), Jorge Picciani (2003-2010, 2015-) e Paulo Melo (2011-2014). Mas em se falando de Brasil, surpreendente mesmo é que a ALERJ tenha 4.200 funcionários de livre indicação, os chamados cargos comissionados.

O número daria cerca de 60 cargos por deputado (mas alguns tem menos outros mais), imagine só, cada deputado tem praticamente uma média empresa para lhe servir! Era de se esperar um trabalho de incrível excelência, e não que permitisse que os 4 últimos governadores do Rio de Janeiro estejam ou tenham sido presos. A informação é de Lauro Jardim/O Globo, que ainda lembra que embora seja a assembleia de um estado, representa cerca de um quinto do total de servidores em funções comissionadas de todo o governo federal.



A situação piora quando o COAF começa a mostrar movimentações estranhas nas contas de assessores das mais diversas matizes ideológicas do PT ao PSL, incluindo os 2 candidatos a presidente da assembleia. Não à toa o MPRJ instaurou um inquérito cível para apurar a desproporcionalidade entre a quantidade de servidores efetivos e comissionados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que segundo denúncias seria de 80%.

A investigação também irá se ater a suposta devolução de parte de remuneração de servidores comissionado para o gabinete do parlamentar que o emprega; e suposto enriquecimento ilícito de servidores e parlamentares.

A Alerj será notificada a esclarecer a quantidade de servidores, atribuições e para quais gabinetes são destacados. Além de informar se instaurou alguma apuração sobre a movimentação financeira de seus servidores após a divulgação do relatório da COAF.

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