Foto: Governo Federal

Em meio a uma grave crise, com o aumento da fome e da pobreza extrema e alta de desemprego, o Rio de Janeiro vê outro problema gritante. O gás de cozinha ficou mais caro diante do poder de compra da população e em algumas localidades já chega a  R$ 100.

Nesta semana entrou em vigor a alta do preço do gás de cozinha anunciada pela Petrobras. O novo preço é de R$ 3,40 por kg nas distribuidoras, 5,9% acima do valor anterior. Esse é quinto reajuste anunciado neste ano.

De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), na cidade do Rio, os preços praticados variaram entre R$ 69,99 e R$ 80. Segundo os mesmos dados, na última semana, o valor médio era de R$ 77,38. O custo mais baixo contabilizado foi no bairro Jardim Sulacap, na Zona Oeste do município. Já o maior preço foi encontrado nos bairros de Bangu, Realengo e Padre Miguel, também na Zona Oeste.

Contudo, na prática, quando são vendidos à população, o preço sobe, chegando aos R$ 100.

Em regiões dominadas pela milícia ou pelo tráfico, a situação piora. Nesses casos, os criminosos obrigam a população a comprar somente em um vendedor local, associado a eles.

“Aqui está custando R$ 100. E se eles souberam que a pessoa está comprando fora, obrigam a deixar com eles e comprar o deles”, diz um morador da Praça Seca, em uma área dominada pela milícia, que preferiu não ter seu nome divulgado.

Um morador da Rocinha, que também não quis ter seu nome revelado, informou ao DIÁRIO DO RIO que na favela que tem o tráfico como poder paralelo dominante também está vendendo gás a R$ 100. Algumas pessoas, inclusive, se arriscam comprando gás fora e entrando com os botijões escondidos, em carros, na comunidade.

Os dados da ANP também mostram que no estado do Rio, essa diferença foi mais alta e os preços encontrados variaram ente R$ 65,00 e R$ 90,10. Araruama, Rio Bonito e Saquarema foram os municípios que atingiram o valor mais baixo cobrado pelo GLP. Já o valor mais alto, de mais de R$ 90 foi visto na região de Nova Friburgo.

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