FGV (Foto: Reprodução Internet)

Um aluno da Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro, em Botafogo, na Zona Sul da cidade, publicou uma mensagem no Twitter onde afirmou que “jovens negros e periféricos não deveriam estudar economia”.

Ainda na postagem, que teriam sido feitas na terça-feira (18/05), o estudante diz que “um curso mais técnico e aplicado é estritamente dominante para quem é mais pobre“.

Antes de publicar a mensagem, ele ainda faz uma espécie de alerta, dizendo “Opinião polêmica”.

Pelas redes sociais, estudantes da FGV, que figura entre as principais instituições de ensino superior do país, se indignaram com a mensagem, que, posteriormente, foi excluída, assim como a conta do autor.

Os alunos também criticaram a instituição por não ter se posicionado de forma veemente diante do caso. Eles alegam que apenas um comunicado, sem qualquer citação a mensagem de cunho racista, foi enviado por e-mail aos alunos, através da Coordenação de Pós-graduação Acadêmica da FGV da Escola Brasileira de Economia e Finanças (EPGE).

Veja algumas das mensagens:

Alguns até foram irônicos

Em nota enviada ao DIÁRIO DO RIO(leia a íntegra abaixo), a FGV informou “que os fatos estão sendo devidamente apurados, visando às ações que se julgarem necessárias”.

Caso de racismo na FGV de São Paulo gerou polêmica em 2018

Outro caso envolvendo um aluno da FGV que proferiu ofensas raciais contra um estudante da mesma instituição ganhou repercussão nacional em 2018.

Na ocasião, uma foto de um aluno foi compartilhada em um grupo de whatsapp com a frase: “Achei esse escravo no fumódromo! Quem for o dono avisa!”. A vítima registrou boletim de ocorrência por injúria racial e o autor da foto foi suspenso da faculdade por 3 meses.

Em março deste ano, o estudante Gustavo Metropolo, foi condenado 2 anos e 4 meses de prisão, em regime aberto, pelos crimes de racismo e injúria racial.

Confira a íntegra da nota da FGV enviada ao DIÁRIO DO RIO

A EPGE Escola Brasileira de Economia e Finanças (FGV EPGE) tem compromisso com a construção de uma sociedade diversa, livre e socialmente justa. A Escola promove educação inclusiva, de qualidade, e repudia todas as formas de preconceito, opressão e discriminação.  

Reafirmando sua política de combate a atos discriminatórios, a FGV EPGE considera que: a) A educação inclusiva e não-discriminatória é fundamental para o desenvolvimento humano, em particular, pelo seu potencial para reduzir as iniquidades sociais; b) O respeito à diversidade é um dos princípios da conduta ética que deve reger o cotidiano da Escola.  

Tais princípios e valores se inserem no Código de Ética e Conduta da Fundação Getulio Vargas, disponível publicamente em  https://epge.fgv.br/files/default/codigo-de-etica-da-fgv-2014.pdf, aplicável, em particular, a todos os professores, funcionários e alunos da EPGE.   

Naturalmente, a Escola se pauta também pela legislação brasileira pertinente às questões aqui tratadas, bem como pela Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU. 

Quanto ao caso citado, informamos que os fatos estão sendo devidamente apurados, visando às ações que se julgarem necessárias.

3 COMENTÁRIOS

  1. Muito interessante a manchete. O fulano foi racista, mas a notícia dá conta de que o racista foi acusado de racismo. Ou seja, em casos de racismo, o criminoso é a vítima porque ele é sempre acusado de algo.

  2. Eu já questiono usar o Twitter para se “comunicarem”, ainda mais para queimarem o próprio filme falando asneira. É uma dificuldade enorme dessa geração em ouvir mais do que falar, e de pensar antes de escrever.

  3. É preciso ser uma verdadeira toupeira pra ter falado isso!!!
    Depõe contra o grau de inteligência do resto dos alunos da instituição!!Se uma anta dessa qualidade,está lá, será q o nível do resto dos alunos é realmente bom?

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