O jornalista André Luiz Pereira Nunes ao lado do craque Adílio (Foto: Reprodução)

Adílio de Oliveira Gonçalves nasceu no dia 15 de maio de 1956 no Rio de Janeiro. O ex-meia possui uma ligação profunda com o Flamengo desde a infância. Morador da Cruzada São Sebastião, uma comunidade de baixa renda, surgida a partir da desocupação de uma favela no Leblon, desde criança pulava os muros do clube da Gávea para acompanhar os treinos do time de futebol.



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Revelado por Dominguinhos, ex-atacante do Flamengo, na Usina de Talentos, situada na comunidade da Cruzada de São Sebastião, foi contemporâneo de outros craques da localidade, como Rui Rei, Antunes, Ernâni, Júlio César Urigueller e Paulinho Pereira. Todos também jogavam bola na Praia do Pinto.

Extremamente habilidoso, elegante e talentoso, sucedeu na posição o falecido ídolo Geraldo e formou com Zico e Andrade o melhor meio de campo do Flamengo de todos os tempos. O trio faturou o Mundial Interclubes, a Libertadores de 81, os Brasileiros de 80, 82 e 83, as Taças Guanabara de 1978, 1979, 1979 (Especial), 1980, 1981, 1982 e 1984, as Taças Rio de 1983, 1985 e 1986 e o Campeonato Estadual de 1978, 1979, 1979 (Especial), 1981 e 1986.

No total participou de 611 jogos (471 vitórias, 147 empates e 93 derrotas), marcando 128 gols, sendo o terceiro jogador com maior número de jogos disputados pelo Rubro-Negro, de acordo com o “Almanaque do Flamengo”, de Clóvis Martins e Roberto Assaf. Ainda ganharia a Bola de Prata, da Revista Placar, em 1977 e 1978. Do super time da década de 80, do qual ainda fizeram parte Leandro, Andrade, Nunes e Tita, além da categoria, a união da equipe era uma marca registrada.

O jornalista André Luiz Pereira Nunes ao lado do craque Adílio (Foto: Reprodução)

Era um jogador de rara criatividade, além de detentor de um passe perfeito e adepto a um estilo de jogo clássico. Soube ainda ser decisivo quando marcou o segundo gol do Flamengo na vitória por 3 a 0 sobre o Liverpool, na final do Copa Intercontinental de 1981, e quando fez o terceiro gol na vitória por 3 a 0 sobre o Santos, na final do Campeonato Brasileiro de 1983.

Deixaria o Flamengo, em 1987, para dar lugar ao jovem Aílton. Naquele mesmo ano, teve presença discreta no Coritiba, atuando posteriormente no Barcelona de Guayaquil e Alianza de Lima. Ainda voltaria ao Flamengo, em 1990, e posteriormente rodaria por clubes pequenos como Barreira, Friburguense, América de Três Rios, Serrano-BA e Bacabal.

Talvez a grande injustiça de sua carreira tenha sido a não convocação para a Copa do Mundo de 1982, na Espanha. Em grande fase, havia tido ótima atuação pela Seleção Brasileira, no Maracanã, durante um amistoso contra a Alemanha Ocidental, quando deu passe para o gol de Júnior e ainda promoveu excelentes tabelinhas com Zico. Em compensação, foi campeão do mundo com a Seleção Brasileira, no Campeonato Mundial de Futsal de 1989, sendo o único jogador da história a ter atuado como profissional nas seleções brasileiras de futebol de campo e futebol de salão.

Foi o treinador do Flamengo que atuou mais tempo nas categorias de base, sendo campeão dos estaduais de 2005, 2006 e 2007, da Copa Cultura de 2005 e do Torneio Otávio Pinto Guimarães de 2006.

Após tentar sem sucesso carreira na política, Adílio promove e participa do Fla Master, um vitorioso projeto formado por ex-jogadores do Flamengo, surgido em 1991, o qual visa reviver momentos gloriosos de grandes craques do passado que desfilaram o seu talento com a camisa rubro-negra.

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