Novamente o mercado da bola se agita com as mudanças no comando técnico dos clubes cariocas que disputam o Campeonato Nacional. O Flamengo, após a polêmica e rumorosa demissão de Rogério Ceni, encontrou em Renato Gaúcho o nome certo para a sua redenção. Já o Botafogo, em péssima fase e com elenco sofrível, dispensou Marcelo Chamusca. Joel Santana deverá ser a bola da vez, enquanto o depauperado Vasco se livrou de Marcelo Cabo e busca em Lisca a solução para o seu fraquíssimo plantel. Não será a primeira vez nessa temporada que o clube de São Januário anseia pelos seus serviços. Na lista que continha Marcelo Cabo, Lisca “Doido” era um dos nomes mais cotados pela direção vascaína.

Nas antigas histórias de investigação, à la Sherlock Holmes, o culpado é sempre o mordomo. Em se tratando de futebol brasileiro é o treinador, pejorativamente chamado de “treineiro” pelos torcedores.

Habitualmente essas mudanças costumam trazer sangue novo. Principalmente quando a relação entre técnico, elenco e torcida já não é das melhores, como ocorreu no Flamengo. Porém, quando a qualidade do time é fraca, caso de Botafogo e Vasco, provavelmente não será um novo nome que fará algum milagre.

O Brasil vivencia uma evidente entressafra de talentos dentro e fora do campo. Há quem considere que trazer treinadores de fora evidenciaria o preconceito ou desprestígio com os profissionais domésticos. Mas, por outro lado, a opção por estrangeiros poderá trazer novos padrões que sejam enriquecedores para combater a mesmice e a previsibilidade que ora assolam o nosso futebol. Afinal de contas estamos a um ano de uma Copa do Mundo e não temos o que mostrar.

André Luiz Pereira Nunes é professor e jornalista. Na década de 90 já escrevia no Jornal do Futebol e colaborava com Almir Leite no Jornal dos Sports. Atuou como colunista, repórter e fotógrafo nos portais Papo Esportivo e Supergol. Foi diretor de comunicação do America.

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