O funcionário dos Correios, Luiz Fernando Silva Alves (foto), mais conhecido como Caldeira, fez história como jogador de futebol. Atuando como ponta-esquerda, foi parte do time titular do Mesquita, comandado por Renê Simões, que se sagrou vice-campeão da segunda divisão do Rio, em 1985, feito notório que representou a ascenção inédita de um representante da Baixada Fluminense à elite do futebol do Rio.

Desportista nato e aficionado pela história das agremiações de menor porte, Caldeira resolveu esse ano relançar camisas com o intuito de reviver passados gloriosos.

Após o lançamento do Sudan, de Cascadura, campeão carioca da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT), em 1933, e do Manguinhos Football Club, campeão da Liga Brasileira de Desportos, em 1921, a bola da vez é o Esporte Clube Parames, de Jacarepaguá.

O Mais Querido de Jacarepaguá” foi fundado a 3 de junho de 1925, por jovens liderados por Victor Parames Domingues, que emprestou o seu terreno para a construção do campo, localizado à Rua Pedro Teles, na Praça Seca. As cores do seu pavilhão são azul celeste, preto e branco.

No tempo do amadorismo era comum que os clubes de menor porte recebessem em seus domínios os grandes times do Rio. Em 29 de março de 1931, por exemplo, o Parames venceu o Flamengo por 2 a 1, na Rua Pedro Teles, com o seguinte time: Durval, Melo e Rufo; Souza, Cândido e Osvaldo; Jerônimo, Gloriano, Guerreiro, Egídio e Arapoty.

Em 1933, disputou o Campeonato Carioca, promovido pela Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT), vencido pela Viação Excelsior. Em 1939, se filiou à Federação Atlética Suburbana (FAS), antecessora do Departamento Autônomo (DA), participando das edições de 1939, 40 e 41.

Em 1943, com a dissolução da FAS, os clubes amadores foram agrupados no Campeonato Carioca da Terceira Categoria da Federação Metropolitana de Futebol (FMF). Em 1945, o Parames se sagrou campeão da Série “A” da referida competição, mas na fase final, disputada junto aos vencedores das outras três chaves, todas regionalizadas, capitulou diante do campeão geral Guanabara, ficando na quarta posição, atrás do Rio, do bairro de Cachambi, e o Bento Ribeiro.

Em 1950, passou a disputar o Departamento Autônomo (DA). Ainda faturou a primeira Copa da Cidade, de 1952, evento de futebol amador promovido pelo informativo Diário da Noite, o qual contou com a participação de 68 clubes da capital.

Também se sagrou tricampeão da Região Administrativa de Jacarepaguá, em 1961, 1962 e 1963.

Lamentavelmente o time mais tradicional de Jacarepaguá, operante por 49 anos, pereceu em 1974, quando a família Parames requereu o terreno onde se situava campo e sede, na Rua Pedro Teles, com o fim de alugá-lo para o Parque de Diversões IV Centenário. Atualmente o espaço é ocupado pelo Residencial Porto Bello e Residencial Porto Fino.

Quem desejar adquirir essa bela e histórica camisa, pode entrar em contato com Luiz Fernando, através do WhatsApp
21 99645-0999.

André Luiz Pereira Nunes é professor e jornalista. Na década de 90 já escrevia no Jornal do Futebol e colaborava com Almir Leite no Jornal dos Sports. Atuou como colunista, repórter e fotógrafo nos portais Papo Esportivo e Supergol. Foi diretor de comunicação do America.

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