Tradicional grêmio poliesportivo, localizado na Avenida Sargento de Milícias, na Pavuna, o Pavunense Futebol Clube já prevê a sua breve entrada no seleto rol das agremiações centenárias do país.

Uma das maiores expressões do futebol amador da cidade do Rio de Janeiro, filiou-se ao Departamento Autônomo em 1950. Em 1971, sagrou-se campeão da categoria adultos do D.A, feito que se repetiu em 1982, após ser vice no ano anterior, em antológica decisão, em Moça Bonita contra o Oriente, transmitida de forma inédita pela Rádio Nacional. Na ocasião o time era dirigido pelo lendário e multicampeão Manoel de Almeida. No ano seguinte venceu a categoria de juniores.

Em 1989, uma nova e importante etapa se abriu, quando o clube resolveu adentrar às fileiras do profissionalismo, participando do Campeonato Estadual da Terceira Divisão.

Nos anos seguintes firmou uma parceria vitoriosa com o Bangu. Vários atletas das categorias de base de Moça Bonita foram cedidos, incluindo todo o staff banguense, então dirigido pelo bicheiro Carlinhos Maracanã. Até mesmo o ídolo Marinho, já em fase final de carreira, disputou algumas partidas pelo Pavunense, à época treinado por Gilson Paulino.

Em 1990, apareceu como um dos favoritos ao acesso. Apesar de ter liderado toda a primeira fase, no quadrangular final ficou apenas em último. Conseguiram a promoção à segunda divisão o Tupy, de Paracambi, e o Céres, de Bangu.

Em 1991, a antiga Terceira Divisão tornou-se Segunda por conta da criação do Módulo “B” da Primeira Divisão. Na fase inicial, o Pavunense ficou em primeiro em seu grupo, mas apenas em quarto lugar na classificação final, repetindo a boa campanha do ano anterior.

As atividades profissionais perduraram até 1994, quando a equipe verde e amarela se licenciou definitivamente das competições oficiais, passando a disputar apenas torneios amadores voltados às categorias de base, como a Rio Copa. Coincidentemente, a boa fase do clube padrinho da zona oeste também começou a declinar.

Entre os inúmeros talentos que o Pavunense revelou, cabem citação Osmar Guarnelli, Manguito, Juary, Ney Conceição e João Paulo (ex-Santos Futebol Clube e Clube de Regatas do Flamengo).

Além de uma ótima sede social poliesportiva, a agremiação ainda detém o estádio Arnaldo de Sá Mota, cuja capacidade é, de aproximadamente, 1000 pessoas.

André Luiz Pereira Nunes é professor e jornalista. Na década de 90 já escrevia no Jornal do Futebol e colaborava com Almir Leite no Jornal dos Sports. Atuou como colunista, repórter e fotógrafo nos portais Papo Esportivo e Supergol. Foi diretor de comunicação do America.

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