Andréa Nakane: A Existência de Todos Demanda Análise, sem Exceções

Colunista do DIÁRIO DO RIO fala sobre o trabalho realizado pelo psicanalista, professor de história e mestre em Ciência Política, Luiz Paulo

Luiz Paulo Ribeiro Barbosa Neto, conhecido como Luiz Paulo, tem 32 anos, é psicanalista, professor de história e mestre em Ciência Política, e atualmente, divide seu tempo entre os bairros de Copacabana e Grajaú.

No primeiro tem seu consultório de atendimento e no segundo, sua morada e local onde desenvolve um trabalho voluntário com a gestão de uma ONG – Instituto Bezerra de Menezes – que oferece a comunidade judô, jiu-jitsu, teatro, artesanato, alfabetização e apoio escolar, 100% gratuito. Há também a entrega mensal de 300 cestas básicas e atendimentos diretos aos moradores de maior vulnerabilidade envolvidos no mundo dos entorpecentes.

Há três meses, Luiz Paulo, deixou seu apartamento em Ipanema e decidiu locar um imóvel grande no Grajaú, para justamente intensificar esse seu projeto.

Entre as ofertas de sua entidade, Luiz Paulo, inseriu a de sua atividade profissional: sessões de psicanálise, algo que ainda é tolhido socialmente, sobretudo pelas desigualdades existentes, sendo inclusive associado as classes mais abastadas, já que, em sua maioria, das vezes apresenta-se como um elevado investimento para seu usofruto.

Inclusive, Luiz Paulo é testemunha que o atendimento online cresceu expressivamente no último ano, justamente em função de um tempo de intensa busca de respostas à plurais questionamentos e quebra da zona de conforto, gerando conflitos que até então estavam desapercebidos ou camuflados.

Oriundo da escola letra freudiana, em Ipanema, Luiz Paulo segue a linha de Lacan e acredita que é necessária uma verdadeira democratização ao acesso à busca de terapia, popularizando seus benefícios.

“Eu percebo que o preconceito contra terapia tem diminuído muito, sobretudo, nesse momento pandêmico, no qual as pessoas tem sentido necessidade de ter um espaço para desabafar, se desnudar… muitas pessoas ainda desconhecem seu valor, acreditam que psicologia e psicanálise são sinônimas… e consideram algo intangível em função de seus custos.” afirma Luiz Paulo.

Como seres humanos em constante mutação e em busca de um maior desenvolvimento pessoal, Luiz Paulo, cita uma famosa frase de Freud, “O psicanalista escuta o que não se fala” já que sua função é justamente ouvir o que está cifrado, o que está escondido e que permite encontrar novos horizontes e propósitos para quem se permite tal experiência.

Luiz Paulo mantém sua agenda entre seu consultório em Copacabana, em seu espaço no Grajaú e também online, buscando oferecer valores acessíveis e que permitam que um maior número de pessoas possa introduzir esse novo hábito, tão saudável, em suas vidas, de forma que o bolso não seja uma desculpa para não fazê-lo. Quem quiser acompanhar esse trabalho dele ou até mesmo da ONG que lidera pode segui-lo pelo instagram e facebook: @psicalise.lp

Mais que nunca comprovou-se, na atualidade, a importância de zelarmos por nossa sanidade mental e efetivamente nos posicionarmos como integrantes de uma complexa rede social, no qual cada indivíduo tem papel fundamental no bem estar de todos.

Entender isso e liberar bagagens pesadas que não nos permitam avançar e ainda atrasam a vida dos outros é dádiva que cabe cada um de nós estimular. E essa jornada, sem dúvida alguma, é mais edificante, quando temos apoio e suporte, não só de pessoas de nosso círculo, mas de profissionais que estudam e podem prover maior sucesso e acolhimento nessa trajetória.

Essa visão precisa ser disseminada e tornar-se naturalmente presente na vida de todos, sem exceção. Terapia faz parte da vida, não pode ser considerada um acessório e nem tópico supérfluo. Seu entendimento deve ser como algo essencial ao exercício humano.

Andréa Nakane é carioca, apaixonada pela Cidade Maravilhosa, relações públicas, professora universitária, Doutora em Comunicação Social e Mestre em Hospitalidade.Embaixadora do RJ. Vive há 20 anos em Sampa e adora interagir com pessoas singulares que possam gerar memórias afetivas construtivas.
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