Hoje não tem um personagem específico… não tem uma história emocionante… hoje tem um alerta e um chamamento à consciência de todos!

Estamos atravessando a pior crise hídrica de todos os tempos. Na falta de transparência e até mesmo celeridade em ações vitais da esfera pública que possam mitigar esse grave problema é necessário conclamar a população para ser exemplo e buscar com os esforços de todos, uma colaboração concreta que possa evitar temores terríveis como racionamento e até mesmo falta d´água.

Como cariocas e moradores da cidade, sabemos o quanto esse bem tão essencial à nossa vida, tem sido alvo de inúmeros desgostos, reclamações e polêmicas frente a qualidade dos serviços que a concessionária que operacionaliza a chegada da água em nossos lares, empresas e instituições nos oferece.

Se a situação já era ruim, não queremos nem pensar nos cenários que iremos enfrentar com a problemática da estiagem, que a curto prazo, não demonstra solução imediata. Com baixo volume de chuvas, os reservatórios essenciais para geração de energia por hidrelétricas estão com os piores níveis em décadas. Por isso precisamos sim, buscar alguma alternativa de somar todo e qualquer empenho de economia, de um consumo mais consciente, da água e da energia elétrica, no caso do Brasil maciçamente originária das usinas.

Especialistas do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel-UFRJ), Roberto Brandão e Nivalde de Castro, esclarecem que a sequência de crises hídricas no país teve início em outubro de 2012, quando, pela primeira vez na história, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) determinou que todas as usinas termelétricas do Brasil funcionassem a “todo vapor”, a fim de preservar o nível dos reservatórios.

Porém, nos últimos tempos, o panorama se agravou estando intensamente vinculado ao aquecimento global e ao avanço da fronteira agrícola e pecuária na Região da Amazônia, dois fatores positivos sobre a evolução recente do Setor Elétrico Brasileiro (SEB) merecem ser destacados.

E não adianta pensarmos que estando longe da região norte e centro-oeste não seremos afetados… isso é uma Fake News.

A iniciativa privada há muito já está se mexendo… as plantas industriais estão concentrando tempo e investimentos na busca de otimização de energia, mas já sinalizam o impacto avassalador que a questão pode exercer sobre sua produção, e consequentemente afetar a retomada do crescimento econômico, pós período pandêmico.

Precisamos ter consciência profícua do real horizonte que teremos de enfrentar… precisamos economizar, não só porque nosso bolso irá agradecer, já que a conta da energia elétrica e da água estarão condicionadas a tarifários especiais, mas sobretudo, pelo mínimo de conforto em termos água na bica e luz para nosso dia-a-dia.

Vamos aproveitar a água da máquina de lavar, vamos deixar o carro sem suas lavagens habituais, e usar um pano úmido para retirar a poeira, vamos aproveitar a luz natural, tomar banhos mais rápidos, não deixar as torneiras ligadas quando não as estivermos utilizando,  vamos optar por lâmpadas fluorescentes, são mais econômicas, e se estiver na hora de trocar seus eletrodomésticos observe se os mesmos possuem o selo Procel de economia de energia, além  de desligarmos os aparelhos eletrônicos, ao invés de deixá-los em stand by, na tomada, a economia com essa ação pode alcançar até 12% na conta de luz.

São hábitos que muitos já tem, mas agora, é preciso que todos estejam nessa sintonia. No começo, pela abundância que estamos acostumados, será difícil. Mas temos que pensar que se não agirmos de forma coletiva e muito comprometida, o risco maior será o da nossa própria sobrevivência.

Não há mais tempo para adiar, ou nos tornamos realmente cidadãos conscientes, entendendo nosso papel ao lado do meio ambiente, ou estaremos escrevendo o epílogo da humanidade.

Andréa Nakane é carioca, apaixonada pela Cidade Maravilhosa, relações públicas, professora universitária, Doutora em Comunicação Social e Mestre em Hospitalidade.Embaixadora do RJ. Vive há 20 anos em Sampa e adora interagir com pessoas singulares que possam gerar memórias afetivas construtivas.

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