Paula Mariano, carioca, 50 anos, moradora da Ilha do Governador, formou-se como relações públicas, mas seguiu sua trajetória profissional na área da educação, como gestora de uma escola de idiomas, colocando em prática sua vocação em administrar processos e pessoas, de forma empática e produtiva, o que sempre lhe trouxe muita satisfação e regozijo.

Porém, uma das suas principais paixões, desde pequena, acabou ficando para trás, quando Paula Mariano ingressou com toda força no mercado de trabalho: a dança.

Desde os seis anos de idade, Paula Mariano, quando foi apresentada à dança percebeu que tinha encontrado um dos pilares de sua vida, lhe extraindo muito mais sorrisos e alegrias. A dedicação à dança durou quase 15 anos, mas foi interrompida quando outras atividades necessitaram de maior acomodação em seu cotidiano.

A gente vai avançando na vida profissional, vai priorizando objetivos e metas e quando se dá conta, sua vida mudou e não tem mais o espaço livre de antes…. Os horários apertados não permitiam mais a prática e a assiduidade às aulas de dança e, aos poucos, as obrigações do dia-a-dia, compromissos profissionais e cuidados com a família foram me afastando da dança até que me vi sem dançar por 20 anos”, testemunha Paula Mariano.

Mas, a paixão retornou com uma força avassaladora há cinco anos atrás, quando Paula Mariano deparou-se com a oferta de aulas de zumba na academia que praticava atividade física. E o que estava reprimido em si, despertou e a conectou com algo que a fez buscar não só entender o que estava sentindo, mas construir um novo propósito de vida, no qual ela decidiu priorizar seu bem estar, ao mesmo tempo que pudesse fazer o mesmo com outras pessoas.

Nesse momento, ela decidiu investir em uma formação profissional, com certificação internacional, e então, tornou-se instrutora de zumba. Imediatamente conseguiu espaços para a prática dessa atividade física, que é considerada por muitos, um verdadeiro estilo de vida e que transforma cada aula em uma verdadeira festa, sem a obrigatoriedade de seguir os padrões.

A dinâmica da zumba está justamente na liberdade de se movimentar, respeitando o seu próprio universo, sem rotulagens. É uma prática que permite total aderência a diversos corpos, faixas etárias, gêneros, etnias, sem inadequações a serem consideradas e restritivas.

A zumba é um momento pra gente se conectar com a gente mesmo, esquecer julgamentos. E essa filosofia vai invadindo a pessoa e ela muda na vida como um todo. Porque passa a se permitir mais. É muito bonito acompanhar minhas alunas se transformando em mulheres tão empoderadas e seguras de si mesmas”, declara orgulhosamente Paula Mariano, que tem alunas de 10 a 80 anos, todas empolgadas com suas aulas.

Diferentemente do que se possa até cogitar, a zumba não é só para mulheres, não há bloqueios para os homens participarem. Paula Mariano nos contou que já teve “zumbeiros” em suas turmas, mas realmente eles acabam sendo em um número menor, provavelmente porque ainda existam preconceitos com relação a entrega masculina à dança, mesmo que os tempos, hoje, já sejam outros.

Atualmente, Paula Mariano tem turmas na academia Physical Center e no Iate Clube jardim Guanabara, ambas na Ilha do Governador, onde reside. Porém com a pandemia do Covid-19, a ideia de trabalhar em uma turma online concretizou-se, até porque no momento de maior isolamento físico, os próprios praticantes das turmas presenciais, começaram a pressioná-la para tal oferta.

Essa modalidade permitiu que Paula Mariano mantivesse a continuidade do trabalho em um momento que mais que nunca demandava uma atenção maior no que diz respeito a saúde mental, às atividades que pudessem contribuir com algum deleitamento para seu praticante frente à tantas mazelas e batalhas enfrentadas.

“Pensei que a turma acabaria assim que as aulas presenciais retornassem, entretanto, a turma foi crescendo…. Tenho alunas de vários bairros do Rio de Janeiro, de outros estados do Brasil e até dos Estados Unidos. Resultado: faz mais de 1 ano que estamos também nesse formato e parece que ele veio pra ficar.” diz, com entusiasmo, Paula Mariano.

A energia de Paula Mariano é contagiante e certamente, esse componente é um acréscimo a toda essa conjuntura alicerçada pela zumba. Nas redes sociais dela (@paula
_mariano)  é possível acompanhar seu trabalho, com inúmeras postagens de suas alunas, que buscam na figura de sua mestre, referências e inspirações e tornam-se multiplicadoras de toda essa linda corrente vibratória.

Fica constatado que para a zumba também não há fronteiras, de nenhuma espécie e que seu foco é justamente despertar boas sensações e emoções, que estejam vinculadas ao prazer de cada um, expressando-se por meio dos movimentos ritmados e compartilhados com todos, mesmo com a autonomia de sua sequência sendo orientada, cada um segue o seu tom, a sua própria cadência, o que permite o pleno acolhimento de todos, pois mesmo em ambientes singulares, a pluralidade deverá sempre ser hegemônica.

Na zumba esse pensamento há muito já é não só percebido, mas vivenciado. Para quem ainda não encontrou uma atividade física que faça suas pupilas dilatarem com maior propulsão, certamente pode rolar um “match” com a zumba. E para quem já tem a sua, pode ser um complemento revigorante e que lhe irá trazer mais energia.

Abra sua mente, desperte seu corpo e seja proativo, aos passos da Zumba e sem medo algum de ser feliz!!!

Andréa Nakane é carioca, apaixonada pela Cidade Maravilhosa, relações públicas, professora universitária, Doutora em Comunicação Social e Mestre em Hospitalidade.Embaixadora do RJ. Vive há 20 anos em Sampa e adora interagir com pessoas singulares que possam gerar memórias afetivas construtivas.

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