Gilmar Marins da Silva, 54 anos, carioca, morador de Jacarepaguá, é técnico de laboratório e mesmo acumulando mais de duas décadas e meia de experiência na área de saúde, teve como o ano de 2020 um dos períodos mais marcantes de sua vida profissional.

Atuando no Hospital Miguel Couto, uma instituição de 84 anos, referência na saúde pública, situada no município do Rio de Janeiro, no bairro do Leblon, conveniado ao SUS – Sistema Único de Saúde, Gilmar Marins integra o pelotão da linha de frente que sempre esteve à postos para acolher pessoas em momentos de muita fragilidade com relação ao seu quadro de bem-estar físico e metabólico.

Sua entrada no hospital, ocorreu há exatos 28 anos, o mesmo tempo de sua vivência profissional, pois Gilmar Marins ingressou como estagiário e desde então, acumula histórias de alegrias, tristezas, superações e vitórias no seu ambiente de trabalho.

“Tivemos muitos momentos tensos… em um dia, além de lidar com a rotina exaustiva e sobrecarregada, tive a notícia de três amigos morrendo por conta da Covid-19.”, relembra Gilmar Martins.

Gilmar Martins, hoje está imunizado e dessa forma garante maior segurança na execução de seu trabalho, mas como tantos outros profissionais de saúde, atravessou com muita altivez e dedicação, o período inicial da pandemia, buscando exercer com todo o profissionalismo sua função, entregando-se de forma muito humanitária, revelando o amor não só pelo seu ofício, mas prioritariamente pelas pessoas.

Tamanha benevolência induziu também a Gilmar Marins a ter reflexões mais aprofundadas, não só na confirmação de seu papel social, mas também de seu posicionamento como pessoa.

“Penso que preciso me doar mais, eu preciso de mais contato com o outro, eu necessito de estar em sintonia com o outro, muito mais do que eu já fazia, hoje com a pandemia, isso é necessidade! Descobri que precisamos muito mais do outro do que imaginávamos, fiquei mais intenso com o meu querer, uma certa inquietação no interior!”, conclui Gilmar Marins

Para acarinhar-se e na tentativa de manter sua sanidade mental, Gilmar Marins investiu na prática de corridas ao ar livre e em seu tempo livre, acompanhou lives de artistas, como a de Simone e de Cristiane Torloni e focou-se em leituras edificantes, reforçando o importante papel da Arte como bálsamo curativo, se não do físico, da alma e da mente.

O suporte de sua família, com destaque para seu companheiro já de cinco anos, o Lu e seus sobrinhos, Clarice e Guilherme, considerados seus verdadeiros xodós, também foram vitais para que Gilmar Marins mantivesse sua postura e resiliência frente a toda a difícil situação.

Considerados os super-heróis da vida real, os profissionais da área de saúde estão inseridos na categoria essencial para o bem viver de cada um de nós e de todo o coletivo. Porém é vital lembrar que mesmo carregando toda essa simbologia, esses trabalhadores são pessoas, como eu, como você leitor, com emoções e sentimentos.

Por isso, tendo o Gilmar Marins como representante dessa cadeia vital para nosso bem viver, gostaríamos de expressar de forma categórica e sublime, nosso reconhecimento incondicional, mais sincero e intenso, ao trabalho de todos, sem exceção.

Médicos, Residentes, Enfermeiros, Técnicos de Laboratório, Atendentes, Copeiros, Cozinheiros, Seguranças, Serventes, etc. enfim, todos os integrantes que compõem essa corrente laboral, cada qual com sua função e responsabilidade, mas todos essenciais no compromisso com a saúde social, seja na esfera pública ou privada.

Os abraços afetuosos ainda não são possíveis de serem concretizados, razão pela qual, entregamos, hoje, sua simbologia por meio de uma única palavra: GRATIDÃO

VIAAndréa Nakane
Andréa Nakane
Andréa Nakane é carioca, apaixonada pela Cidade Maravilhosa, relações públicas, professora universitária, Doutora em Comunicação Social e Mestre em Hospitalidade.Embaixadora do RJ. Vive há 20 anos em Sampa e adora interagir com pessoas singulares que possam gerar memórias afetivas construtivas.

1 COMENTÁRIO

  1. Heróis como o Gilmar, estão em em cada cidade do território nacional, que vem sofrendo não só devido a rotina dura e cruel decorrente deste vírus mortal, mas como também a falta de condições de trabalho adequadas, de insumos e de apoio logístico e além disso por má remuneração no Brasil. Tudo isso muito agravado com a falta de políticas públicas e ações coordenadas de combate à pandemia. Gilmar é um guerreiro leal no campo de batalha e super fã da Super Estrela Simone, a Cigarra e merece uma salva de palmas. Parabéns a jornalista Andréa Nakane por mais esta ótima matéria.

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