Vagner Roberto dos Santos, 46 anos, natural do Rio de Janeiro e morador de Bangu, atua na área do turismo e hotelaria, como mensageiro, mas tem em suas ações voluntárias junto aos animais abandonados no calçadão de seu bairro, um verdadeiro exemplo, que independente das condições sociais que tenhamos, sempre existirá algo que possamos fazer, no intuito de melhorar a situação do mundo, a começar pela sua própria comunidade.

Vagner dos Santos não se acomodou e na ausência de políticas públicas reais que pudessem atender a situação dos animais abandonados na região que reside, decidiu arregaçar as mangas e fazer algo, dentro das suas possibilidades.

Esse despertar de motivação, ocorreu justamente no período inicial da pandemia do COVID-19, quando ele percebeu que os animais que perambulavam pelo bairro e acabavam conseguindo algum tipo de alimento com o comércio aberto, já não teriam mais essa chance de sobrevivência.

“Quando a vida estava em sua normalidade, em março, eu fui na rua e vi os cachorros sozinhos, no calçadão de Bangu procurando alguma coisa na rua para se alimentar…qualquer tipo de comida, então, no momento do isolamento físico, aquilo ficou martelando na minha cabeça, os bichinhos não estariam ainda mais fragilizados, não teria o que comer.” relata Vagner dos Santos.

A partir desse momento, de forma altruísta, Vagner dos Santos, iniciou sua assistência aos animais de rua em seu bairro e logo criou vínculos com os animais, que já o aguardavam e quando o percebiam chegar, diretamente já corriam em sua direção, demonstrando que o reconhecimento pela bondade e afeto que lhes proporcionavam. E tem gente que acredita que esses bichinhos, não tenham sensibilidade.

A alegria dos animais era idêntica ao que Vagner dos Santos sentia todos os dias quando exercia essa sua ação benemérita, após sua labuta do cotidiano, pura reciprocidade.

Na pandemia, Vagner dos Santos, percebeu o aumento expressivo de cachorros e gatos abandonados e afirma que a cada dia surge um animal perambulando sem rumo pelo calçadão de Bangu.

Uma das histórias mais emocionantes que Vagner dos Santos já carrega em sua memória afetiva foi o resgate do Zé Pequeno, um cachorrinho que foi atropelado em setembro e estava sofrendo com muitas dores em sua pata. Informado sobre a situação por um segurança de rua, demonstrando que já é reconhecido na localidade, ele resgatou o bichinho, ainda de madrugada e dirigiu-se a um plantão veterinário, mesmo sem recursos, conseguiu o atendimento e posteriormente liquidou sua dívida com a ajuda de terceiros.

Hoje, Vagner dos Santos, já não está mais sozinho, e atraiu outras pessoas para sua iniciativa, ampliando essa corrente do bem, que lhes doam ração ou alguma outra necessidade relacionada ao bem estar dos animais.

Há dois cachorros especificamente, o próprio Zé Pequeno e a Cristal, que estão em uma hospedagem provisória, paga, prontos para a adoção e essa agora é outra bandeira que Vagner dos Santos está empenhado.

Quem quiser, quem sabe abrir seu coração e lar para eles pode encontrar o Vagner dos Santos nas redes sociais e conhecê-los. Outras colaborações também serão bem vindas, veja o perfil dele no facebook: vagnerroberto.roberto.9

Vagner dos Santos reafirma que essa sua atividade, lhe oferece a chance de efetivamente de buscar fazer algo pelo coletivo, já que há muito descaso do poder público com os bichinhos.

Esse tipo de carioca é que deveria ser alvo de menções honrosas pela câmara dos Vereadores, que teimam em ofertar tal louvor para muitos padrinhos e madrinhas de causas próprias, sem efetivamente nada contribuir com as comunidades. Fica a dica e a esperança de termos novas atitudes dessa instituição.

Enquanto isso, nós não só agradecemos, mas prestamos as mais singelas homenagens a Vagner dos Santos, que representa tantos abnegados que nos fazem acreditar, que sim.. a humanidade tem jeito!

Andréa Nakane é carioca, apaixonada pela Cidade Maravilhosa, relações públicas, professora universitária, Doutora em Comunicação Social e Mestre em Hospitalidade.Embaixadora do RJ. Vive há 20 anos em Sampa e adora interagir com pessoas singulares que possam gerar memórias afetivas construtivas.

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