Excepcionalmente, hoje, ao celebrar a 22º coluna publicada no Diário do Rio, peço permissão para não trazer um ilustre personagem do cotidiano do Rio de Janeiro, que por meio de suas ações e atuações são inspirações e provas incontestáveis que a cidade tem jeito sim e pode ser realmente maravilhosa para todos, e trazer uma reflexão que nos possibilite enxergar o potencial de cada um e como podemos exercer com todo comprometimento posicionamentos que nos permitam uma reviravolta no caótico cenário que assola nosso município.

A abordagem dessa semana visa tocar a mente, o coração e alma de todos que habitam essa tão especial região geográfica do sudeste brasileiro, que reflete fascínio mundial e amanhece todos os dias abençoada pelo Cristo Redentor.

O ano de 2020 trouxe desafios inimagináveis para a população mundial com a pandemia do COVID 19.

A cidade do Rio de Janeiro, um dos mais afetados destinos em termos de contaminação e óbitos pela média de habitantes que possui, teve sua gestão relacionada a doença muito contestável e por inúmeras vezes polêmicas assolaram os meios de comunicação.

Casos de incompetência administrativa, falta de planejamento responsável, ausência de lideranças confiáveis somadas a insegurança, pavor e negacionismo provocaram um cenário ainda mais caótico na cidade que já vinha se mantendo aos trancos e barrancos, envergando, mas não quebrando, milagrosamente…

Foto: Cristina Lacerda

A força dessa cidade – cantada como maravilhosa e considerada por muitos como incomparável – vem justamente de seu povo, o carioca, nascidos ou os que foram adotados por ela.

Pessoas que exalam um estilo de vida cuja a fé no amanhã, os mantém resilientes, sempre buscando enxergar algum lado bom que possam se agarrar como uma espécie de bálsamo regenerativo.

É realmente um povo diferenciado, pois a cada dia cunhado por base de desagradáveis ocorrências e notícias nada auspiciosas, o carioca amanhece, olha para o céu, agradece e pede apenas paz para enfrentar mais um dia de labuta, de batalhas e tristezas.

Mas é preciso não se deixar acomodar, esse comportamento é louvável, mas não pode tornar-se recorrente, pois merecemos muito mais. Somos privilegiados em morar em uma paisagem na qual a natureza, por mais castigada que seja, é exuberante e nos lembra de que renascer e florescer a cada temporada é caminho natural.

Foto: Cristina Lacerda

Nas próximas eleições, para prefeitura e para vereadores que integrarão a câmara municipal, precisamos, acima de tudo, colocar em prática nossa plena cidadania e escolher de forma muito zelosa quem serão nossos representantes.

Não podemos ser levianos e muito menos “malandros” deixando a vida nos levar para qualquer lugar em direção a qualquer um. É importante salientarmos que chegamos muito próximos ao fim do poço e submergir será algo muito gradativo e demandará esforços hercúleos.

Não vote sem conhecer o candidato, temos hoje plataformas digitais que, sabendo separar o “joio do trigo”, ou seja, as que são manipuladas e fakes, daquelas que são reais, fidedignas e éticas, nos possibilitará conhecer sua reputação, realizações e intenções.

Estejamos abertos aos debates saudáveis, com respeito, educação e real interesse nos temas que são pertinentes a vida de todos nós. Não adianta fugir da política, é um instrumento necessário, de cunho social, que tem como essência provocar bem estar da sociedade. Política é meio de evolução e não de exploração.

É preciso ratificar que o resultado atingirá todos, sem exceção, então para que ficar atuando como uma espécie de membros de um cabo de guerra? Cada um puxando de um lado, como se estivéssemos em lados opostos?

Foto: Cristina Lacerda

Podemos ter ideologias e viés políticos, mas a essência da querência de uma vida melhor é prerrogativa de todos nós, cariocas e moradores que aqui decidiram estabelecer-se, por isso polarizações podem e até devem ser estabelecidas, mas rigorosamente em ambiências com toda civilidade, sem deixar que esses discursos distintos, não nos ceguem frente ao horizonte que temos e daquele que queremos para o futuro do Rio, para nosso futuro.

Para abrilhantar nossa coluna da semana, a fotógrafa Cristina Lacerda, apaixonada pelo Rio, como todos nós, nos oferece lindas imagens da cidade, lembrando que esses registros são reais e que depende somente de nós protegê-la para que não seja largada, abandonada e muito menos explorada por poucas criaturas que não tenham o altruísmo de servir ao Rio e aos cariocas.

Vote com consciência, vote com inteligência emocional, estamos juntos, queiramos ou não, e cada um no seu quadrado formará um todo… belo, figurativo ou abstrato, desforme. Nós iremos decidir democraticamente, por isso empodere-se como legítimo carioca que ama sua terra!

2 COMENTÁRIOS

  1. Querida Andréa, realmente o que se vê é uma bela cidade, de alegria e caos, invadida pelas necessidades do povo e insultada pela arrogância e pela desonestidade dos políticos. No entanto, nós, que amamos esse lugar e somos do bem, devemos mesmo gritar e fazer tudo para mudar essa rota do abismo; e o voto é nossa única arma. Então vamos votar e fazer valer o nosso direito de defender a nossa cidade “ainda” maravilhosa.

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