Alexandre Rezende Vieira, natural do Rio de Janeiro, do aprazível bairro das Laranjeiras, recebeu quando jovem o codinome General e assim tornou-se conhecido quando defendia as camisas de times de voleibol da cidade, com passagens pelo Fluminense e Flamengo, tendo jogado com e contra nomes de peso do esporte como Bernardinho e Tande, apenas para citar alguns.

Mesmo com uma promissora carreira, já que tinha habilidades e muita disciplina para o esporte, Alexandre Vieira, oriundo de uma família classe média, decidiu seguir o investimento em sua formação educacional, que foi impulsionada por sua mãe, que sempre teve o sonho de vê-lo ingressar em uma trajetória militar.

Alexandre Vieira lembra dos esforços que concentrou, ainda criança, para que pudesse concorrer a uma das poucas vagas remanescentes no Colégio Militar e com dedicação  ganhasse a oportunidade. Sendo esse registro a tônica de sua jornada educacional, com passagens pelo Colégio Naval e Forças Armadas, na Marinha.

Sua orientação pelos estudos, estimulada pela curiosidade e busca de uma vida financeira mais estável, lhe configurou o título de dentista, professor e pesquisador, permitindo que a veia científica viesse à tona, e o transformasse em um bem sucedido nome na área da concentração de sua pesquisa, fissura labiopalatina.

O curriculum do Dr. Alexandre Vieira – e essa titulação de Doutor é autêntica e conquistada com muita transpiração, diferentemente dos últimos registros no país – é impactante. Tudo começou com a graduação em Odontologia, pela UFRJ, seguida de Mestrado em Odontopediatria, Doutorado em Ciências Biológicas e Pós Doutorado, em Iowa, nos Estados Unidos, em Genética Humana. Ele também recebeu recentemente, em 2019, o prêmio Gies Award for Vision – Dental Education, da Associação Internacional Odontológica, outorgado a quem contribuiu com mudanças significativas para o campo representado, no caso a genética da cárie.

Atualmente, responde como diretor de pesquisa clínica e academia do departamento de Biologia Oral e Odontopediatria da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, ocupando integralmente seu tempo na dedicação ao campo da ciência.

O caminho até essa posição foi sedimentado por ser capaz de aproveitar as oportunidades acadêmicas e a rede de relacionamentos oriundas de docentes e colegas de profissão, sendo possível chegar até ao maior ícone da área que estudava, lhe permitindo o desenvolvimento de pesquisas em esfera internacional.

Alexandre Vieira, sinaliza para quem almeja abraçar a causa científica como seu propósito de vida, o quanto é importante, trabalhar arduamente, criar uma reputação positiva, demonstrar conhecimento e vitalidade de aprender cada vez mais, além de diferenciar-se, por meio da identificação de novos temas e problemas a serem questionados.

Ele lembra, que 20% dos dentistas do mundo estão no Brasil, porém não acompanham as necessidades reais da população e o próprio estímulo à pesquisa, ainda é muito tímido, fazendo com que o Brasil tenha a contribuição consistente de apenas 2% da produção científica no ranking mundial.

Sempre que é possível, Alexandre Vieira retorna ao país, tanto para participar de aulas que ministra na Universidade Federal da Paraíba, como interagir em encontros promovidos pela Academia Brasileira de Odontologia, na qual ocupa a cadeira de número 37, mas também para matar as saudades dos familiares e da cidade do Rio de Janeiro.

As quadras do voleibol perderam um grande atleta, porém o mundo ganhou um abnegado cientista que tem no campo da pesquisa sua concentração e dedicação, escrevendo seu nome no hall das buscas de questionamentos que venham a prover melhor qualidade de vida as pessoas, e dessa forma, provocar mais sorrisos mundo à fora!

O percurso do Dr. Alexandre Vieira é a prova viva que quando há arrojo, aplicação e real vocação, por mais difícil que sejam as escolhas, elas sempre serão laureadas com o lugar mais alto do podium, esteja você onde estiver.

Para a ciência não há fronteiras, assim como o foco na concretização dos sonhos de cada um de nós!

Andréa Nakane
Andréa Nakane é carioca, apaixonada pela Cidade Maravilhosa, relações públicas, professora universitária, Doutora em Comunicação Social e Mestre em Hospitalidade.Embaixadora do RJ. Vive há 20 anos em Sampa e adora interagir com pessoas singulares que possam gerar memórias afetivas construtivas.

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