Antônio Soares, é paraibano, mas reside no Rio de Janeiro, há 22 anos, em um verdadeiro oásis da cidade, o Alto da Boa Vista, uma região privilegiada dentro da floresta da Tijuca, a segunda maior floresta urbana do mundo.

Sua formação a de biólogo e de permacultor urbano – aquele que vive muito próximo a
plenitude da conexão com a natureza, produzindo alimentos de forma natural, por meio de
cultivos em sintonia com práticas responsáveis de zelo para com ela – já entrega sua afeição e propósito de vida.

Em 2013, no boom dos food trucks, Antônio entrou na moda, mas de uma forma muito
diferenciada, ele criou a Kombotânica, um garden truck, para comercialização de plantas e
mudas.
Hoje, o negócio floresceu, literalmente, e Antônio, em companhia de sua esposa, a Carol e sua filha, Marina, estão a frente de projetos diversificados vinculados ao meio ambiente.

Como consultor, Antônio, atende a projetos tanto individuais, corporativos e sociais.
Dois projetos de grande sucesso já ganharam muita projeção: a horta pedagógica e a terapêutica.

As hortas pedagógicas são idealizadas em escolas públicas e particulares e apresentam uma função didática, associada a múltiplas disciplinas.

Já as hortas terapêuticas são realizadas em clínicas psiquiátricas e também em casas de
repousos, com o foco em trabalhar memórias afetivas, já que os sentidos afloram passagens especiais nas vidas das pessoas e colaboram para um bem estar maior, no qual inclusive as pessoas colocam mesmo a mão na terra, gerando maior vínculo com a natureza.

Em todas essas tipologias, Antônio reforça a sua atenção de resgatar plantas alimentícias não convencionais não nativas, conhecidas como PANCs, de suma importância para uma nutrição balanceada, saudável, tanto para o corpo, quanto para o bolso.

São raízes tuberosas, tubérculos, bulbos, rizomas, talos, folhas, brotos, flores, frutos e
sementes que compõem a flora brasileira e são desconhecidos por muitos como ingredientes que podem e devem compor os pratos da mesa dos brasileiros.

Antônio, percebeu que a quarentena gerou um interesse maior dos cariocas pela busca não só da jardinagem, mas também por uma prática mais sustentável no que diz respeito ao maior cuidado com o meio ambiente, até porque muitos perceberam, que realmente integram essa cadeia e precisam assumir maior responsabilidade para com todo o sistema em si.

E para estimular ainda mais esse momento, Antônio, que está ativo, seguindo todos os
protocolos de segurança, estimula que as pessoas comecem sua pequena horta. E que não há impedimento, mesmo com hábitos de moradia de um urbanóide é possível plantar, cuidar e acompanhar o espetáculo de ser coadjuvante no brotar de alimentos, possibilitando um verdadeiro ressignificado de sua relação com as plantas.

Independente do espaço disponível, já que é possível fazer uma horta em pequenos espaços e até mesmo em Antônio diz que “ter a natureza próxima é uma dádiva que deve ser percebida com toda gratidão, sem nenhuma agressão, já que denota a valorização da própria vida, e muitos, que ainda, não tinham sido sensibilizados por esse contexto, no atual momento da pandemia de uma maior busca de saúde mental encontrou no movimento de plantar uma nova esperança de uma existência mais equilibrada e plena” .

Vale a pena conhecer melhor o trabalho do Antônio que está disponível nas redes sociais
@kombotanica e quem sabe animar-se para trazer um pouco mais de vida verde à sua própria vida!

Andréa Nakane
Andréa Nakane é carioca, apaixonada pela Cidade Maravilhosa, relações públicas, professora universitária, Doutora em Comunicação Social e Mestre em Hospitalidade.Embaixadora do RJ. Vive há 20 anos em Sampa e adora interagir com pessoas singulares que possam gerar memórias afetivas construtivas.

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