Na coluna de hoje não há um nome, uma idade, um bairro, uma jornada a ser compartilhada… A narrativa de hoje é focada para uma maior sensibilização dos cariocas, no qual o protagonismo é meu, seu, é nosso!

Há pouco mais de 1 ano, nossa cidade, assim como todas as demais do Brasil, experenciou os primeiros momentos de apreensão, angústia e temores causados pelo vírus COVID-19, que provocou uma mudança radical na vida de todos.

A cidade, como tantas outras da nação, mergulhou em um verdadeiro caos, tendo a saúde, sempre tão fragilizada, exposta mais uma vez no centro de incompetências, decisões desastrosas, rumores e evidências de desvios do erário público em prol de vaidades egocêntricas e projetos de poder.

Os agentes da área de Saúde tornaram-se os verdadeiros heróis mascarados do dia-a-dia, demonstrando seus esforços descomunais, lutando contra um inimigo invisível, mas traiçoeiro, que detinha uma penetração pouco controlável e naquele momento muito desconhecido por todos.

A Ciência foi colocada à prova, por mentes insanas e negacionistas, que em uma realidade paralela fomentaram pós verdades e intensificaram discursos de ódio, que nada colaboram com um processo de cura, pelo contrário, só amplia o quadro já tão grave.

A empatia e compaixão, palavras tão expressadas por tantos, em sua práxis, evidenciou grupos, que mesmo em minoria, aglomeram e unem pessoas insensíveis as dores e vulnerabilidades dos outros.

Ao completar um ano, a situação só se agravou, demandando iniciativas mais rigorosas na tentativa de mitigar o avanço do vírus, que aproveitando-se das negligências de muitos, se fortaleceu, e potencializou seu poder ainda mais devastador, gerando uma cepa ainda mais agressiva e mortal.

Os números de mortes crescem, e mesmo que em alguns momentos o Rio, surja em um quadro nacional que beira estabilidade, o colapso é eminente.

O “feriadão” que se vislumbra a começar do dia 26 de março e terminar no dia 04 de abril, não pode ser encarado como algo animador, festivamente comemorado, prazerosamente curtido e displicentemente ignorado.

É para ficar no seu quadrado, na sua casa, no seu habitat, restringindo ao máximo a circulação, evitando as aglomerações, respeitando o distanciamento social, tendo o mínimo de consideração por tantos que não conseguiram vencer a batalha contra esse vírus maldito.

Nós, cariocas, precisamos, realmente nos unir, não fisicamente, mas em pensamentos e em atitudes para que o Rio, que já sangra tanto, com as mazelas sociais e algumas naturais, que enfrentamos no cotidiano, não se problematizem, ainda mais, e nos transforme em uma terra aterrorizante, devastada e com poucas vidas.

Por favor… tenha responsabilidade, comprometimento com sua comunidade, faça o que é possível você fazer. Sei que estamos, todos, exaustos, mas é preciso, ainda mais resiliência.

Não se deixe levar… por instantes… por luxúrias… por ofensivas gargalhadas, que na sequência trarão lágrimas não só para você, mas para tantas outras pessoas, incluindo as que você ama ou externa algum sentimento.

Nós temos agora uma ferramenta, uma arma, façamos uso, com muito sagacidade, façamos a nossa parte, cada um focando na prática de sua atitude sensata e equilibrada. Pode parecer pouco, mas não é.

Isso é muito… e nos proporcionará, ambiências para revigorar nossas forças e avançarmos rumo ao controle maior da situação.

Faça à sua parte… seja um carioca legítimo, que ama sua terra e àqueles que a habitam.
Pratiquem a cidadania responsável… Pratiquem a carioquice prudente para o futuro da nossa cidade.

Todos nós agradecemos!

VIAAndréa Nakane
Andréa Nakane é carioca, apaixonada pela Cidade Maravilhosa, relações públicas, professora universitária, Doutora em Comunicação Social e Mestre em Hospitalidade.Embaixadora do RJ. Vive há 20 anos em Sampa e adora interagir com pessoas singulares que possam gerar memórias afetivas construtivas.

3 COMENTÁRIOS

  1. De fato Andréa Nakane, torna-se necessário fazer com que as pessoas despertarem do sono em que se encontram, onde se parece maus com uma legião de cegos conduzidos por cegos. O Brasil como um todo precisa despertar, abrir os olhos e enxergar que a verdade liberta. Negacionismo é ignorância que não cabe mais em pleno século 21, onde a ciência descobre coisas incríveis em Marte e nos campos tecnológicos, enquanto algumas pessoas dessa humanidade ainda pararam no século 19.

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