Christiano Lima Galvão, 49 anos, morador do bairro de Botafogo, mesmo sendo flamenguista doente, fato que ele faz questão de deixar cristalino, é um exemplo de que investir na sua formação educacional, não só lapida, ainda mais, seus talentos, mas lhe proporciona novos olhares, novos cenários e perspectivas que ampliam realizações profissionais.

Christiano Galvão é músico popular que percebeu sua vocação de forma muito natural, ouvindo discos, descobrindo suas sensibilidades rítmicas acompanhando performances, tendo aulas particulares e dessa forma criando uma base sólida para o desenvolvimento de seu ofício, que está completando 30 anos de estrada.

E o instrumento que mais lhe tocou o coração, foi a bateria – formada por um conjunto básico de dispositivos, que são: bumbo, caixa, chimbal (também conhecido como chipô), pratos e surdos. A escolha da bateria, também vem da infância, quando criança acompanhava as bandas marciais dos colégios e a repercussão sempre o atraiu, inclusive Christiano Galvão usava o sofá de sua casa como meio para gerar sons e dessa forma imaginar-se como um grande músico no futuro.

E quando o futuro chegou, ele se mostrou grande mesmo, pois Christiano Galvão já acumula em seu portfólio musical trabalhos para nomes como Celso Blues Boy, Lenine, Zélia Duncan, Simone, Jorge Vercillo, Marina Lima, Ivan Lins, Maria Gadú, Jorge Bem Jor, entre tantos outros celebrados artistas.

Boa parte dos músicos populares tem sua origem vinculada a um autoestudo… ao acrescentar conhecimentos extraídos de um ambiente formal, acadêmico, aliar essas duas vertentes… é algo muito bom… só engrandece você, não só como profissional, mas também, como pessoa.” declara Christiano Galvão.

E sua trajetória é pura referência de seu discurso. Christiano Galvão é formado em Arquitetura, e apesar de ter concluído o curso, confessa que nunca exerceu essa profissão, já que concomitantemente a sua graduação ele já emplacava trabalhos como músico, o que só o fez ter a convicção do que realmente queria para sua trajetória.

E dessa forma a educação continuada com um enfoque mais acadêmico entrou prá valer em seu cotidiano, já lhe outorgando o título de mestre em Música e Educação pela UNIRIO e sendo atualmente doutorando em música e performance pela UNICAMP.

E a produção musical de Christiano Galvão pode não só ser acompanhada por sua dissertação e futura tese, mas também nos conteúdos dos livros de sua autoria, dedicados ao estudo e a prática de ritmos brasileiros na bateria. São eles: Creative Brazilian Drumming (2010), publicado nos EUA pela editora Hal Leonard e Grooves Brasileiros Play-Along (2018) seu mais recente lançamento.

Ele também já realizou workshops por todo o Brasil e lecionou bateria também no exterior em instituições como Berklee College of Music (2015), University of Michigan (2014, 2015, 2017) e University of Tennessee (2017).

Christiano Galvão, acredita no poder da singularidade da música brasileira, tanto em ritmo e harmonia, e a insere como uma espécie de legado para o mundo, já que tem um poder de encantamento que quebra barreiras e diretamente atinge as emoções humanas, de maneira varonil, graças a miscigenação da qual o Brasil é fruto.

Ele já morou nos Estados Unidos, mas voltou… Christiano Galvão é carioca nato, que realmente curte ser carioca e identifica o jeito de ser das pessoas que aqui moram, uma atração à parte da própria cidade.

O jeito despojado e o comunicador nato que compõe o perfil do carioca é quase que um autoretrato do Christiano Galvão, que ainda traz muita cadência, simpatia e a certeza de que ser aprendiz em tudo, lhe transformará em doutor da própria vida, constantemente em eterna mutação.

Quem quiser conhecer mais o trabalho do Christiano Galvão, ele está presente nas redes sociais: Instagram: @galvao.christiano – facebook/christianogalvao – youtube.com/christianogalvao ou pelo site próprio – www.christianogalvao.com



Toda manhã o resumo do Rio de Janeiro

Andréa Nakane
Andréa Nakane é carioca, apaixonada pela Cidade Maravilhosa, relações públicas, professora universitária, Doutora em Comunicação Social e Mestre em Hospitalidade.Embaixadora do RJ. Vive há 20 anos em Sampa e adora interagir com pessoas singulares que possam gerar memórias afetivas construtivas.

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