Jadson Bruno Alves Dos Santos, ou simplesmente Bruno, ou ainda o Japonês de Copacabana, assim o jovem rapaz nascido em Alenquer, Belém do Pará é conhecido pelas ruas da Princesinha do Mar.

Ele não tem descendência alguma como o povo asiático, mas os olhos puxados lhe renderam esse apelido e que hoje o tornou mais conhecido, tendo inclusive batizado seu negócio próprio com essa referência.

Bruno Japonês é microempreendedor, ele está à frente de um delivery, as QUENTINHAS DO JAPONÊS, um serviço de alimentação, com pratos totalmente brasileiros. Em plena época de pandemia, ele relata que seu negócio foi afetado, não só pela contenção de gastos da clientela, mas também pelo aumento dos preços. De qualquer forma, ele não parou e manteve com pontualidade e cortesia suas entregas, solicitadas por telefone ou whatsapp, com limitação atualmente ao bairro de Copacabana, mas com vias de expansão para toda a zona sul futuramente.

Mas seu nome já conquistou os moradores de Copacabana por outro motivo. Bruno Japonês, tem se dedicado com muito afinco a colaborar na busca de animais perdidos.

Ele cita Deus e São Francisco de Assis como apoio em suas buscas e ressalta que as primeiras horas são primordiais e contar com a ajuda de um maior número de pessoas engajadas nas buscas é algo que facilita e muito um final feliz.

“Me sinto um ser humano melhor. Me sinto especial na vida dos animais e das pessoas que podem contar comigo. Por mais que hoje, muitas pessoas estão descrentes de tantas coisas, gosto de mostrar que ainda existem pessoas boas no mundo. Tento ajudar a todos, mas sou sozinho e poucos recursos, mas mesmo com dificuldades dou o melhor de mim. Tudo que faço, faço pelo amor ao próximo, amor aos bichos e por gostar mesmo. já me ofereceram recompensa, mas nunca aceitei. Espero a recompensa apenas de Deus apenas. Como disse, faço por amor.” , declara Bruno Japonês.

A paixão pelos animais tem diariamente ao seu lado um exemplo real. Bruno Japonês é o tutor do Apollo, de 3 anos, um animal SRD, que foi resgatado das ruas e hoje vive com ele, tendo se tornando literalmente seu melhor amigo.

Pensando justamente nessa relação linda, Bruno Japonês não mede esforços para liderar as buscas dos cachorros perdidos. Há uma história, que segundo ele o marcou profundamente, é a do encontro de Pitanga.

”A Pitanga sumiu às 18h30 de um dia e soubemos apenas às 21h desse mesmo dia, entrei em contato com a Alline Maia, sua tutora e comecei as buscas pelas redes sociais, tive ajuda de muitas pessoas da região. Rodei tudo, bairro por bairro, rua por rua e nada, acabei às 4h da manhã sem sucesso. No dia seguinte umas 9h  da manhã começamos a colar cartazes com foto da Pitanga, e só às 14h que tivemos notícias que elas estava na Comunidade do PPG (Pavão Pavãozinho e Cantagalo). Ela ficou quase 15 horas perdida. Neste momento eu e Alline estávamos em Ipanema e subimos a comunidade. Chegamos lá, foi uma choradeira só. Foi muito emocionante.”, relata Bruno Japonês.

Sua fama já está tão grande no bairro que em 2020 Bruno Japonês se candidatou a uma vaga na Câmara dos Vereadores na cidade, mas não conseguiu obter votação para consagrar-se vitorioso. Mas ele não desiste, e exclama que tentará outra vez, já que percebeu que tem uma vocação natural para ajudar as pessoas e buscar soluções para seus infortúnios.

Além disso, ele não se conforma com o abandono que o município se encontra, a violência que não para de crescer, a falta de assistencialismo aos moradores de rua e o descaso de poder público e vem buscando realizar ações no coletivo para melhorar a qualidade de vida, pelo menos no bairro em que vive.

Bruno Japonês realça que o calor, o sol a praia são predicados que não se cansa de enaltecer na cidade, que tem em Copacabana, um dos seus principais cartões turísticos. E ele sabe, que apesar de todos os problemas, ele é realmente um privilegiado em morar em um local, onde muitos só passam as férias ou sonham um dia conhecer.

E mesmo não tendo nascido no Rio, já tem no espírito de parceria, uma identidade que o faz, mesmo sendo conhecido como Japonês, ser um Carioca do coração.

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