23-11-2015 Ministra do meio ambiente visita e sobrevoa áreas atingidas pelo rompimento de barragem no Espirito Santo

Segundo o dicionário Aurélio, “lama” é uma mistura de terra, argila e água, na qual resulta uma massa pastosa. No sentido figurado, é uma condição ou circunstância abjeta, desprezível, lamentável ou reprovável. Pois bem, nos últimos meses, é basicamente isso o que temos visto nos jornais cariocas, sejam as lamas que caem morro abaixo, interditam ruas e matam inocentes, ou nas páginas políticas e policiais a respeito do nosso Prefeito Marcelo Crivella.

Atualmente Crivella tem aprendido mais a buscar desculpas para justificar seus erros, do que a governar, algo que nunca soube – e parece que nem nunca quis aprender a fazer direito. Pode ser a “herança maldita” deixada por Eduardo Paes, a crise econômica ou “uma chuva que não estava prevista”, não importa, mas a desculpa está sempre na ponta da língua, pronta para tentar iludir o povo. Acontece que Crivella está perdido, a população carioca está irritada e temos um processo de impeachment rolando solto na Câmara Municipal.

Além deste processo, também temos outras seis CPIs (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investigam abusos na gestão atual do prefeito, sendo elas: a CPI da Márcia (e o escândalo de favorecimento a igrejas evangélicas), a CPI da COMLURB, que investiga o uso da empresa para favorecer a eleição do filho do Crivella para deputado federal (e que acabou ficando bem longe de assumir a cadeira), a CPI das chuvas de fevereiro (que na verdade deveria se estender para todas as chuvas que caem na nossa cidade), a CPI da Linha Amarela, que investiga irregularidades na gestão com a Prefeitura, a CPI do programa Atualiza, que investiga a história do aumento abusivo do IPTU e, por fim – UFA! – a CPI do camarote na Sapucaí, onde a Prefeitura vendeu por muito menos do que no ano passado e em uma licitação que parece ter sido feito com cartas marcadas.



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Ou seja, é nítido que Crivella está envolto em seu próprio mar de lama e já não tem capacidade técnica e muito menos política de continuar governando o Rio de Janeiro. A nossa cidade é maravilhosa, mas cotidianamente vem jogando suas qualidades e seu potencial na lata do lixo. Temos uma oportunidade única de realizar uma mudança na política carioca, com a renúncia de Crivella. Acontece que, infelizmente, não dotamos de governantes sérios e preocupados com o que é público, mas apenas com seus próprios benefícios. Em lugares onde a política é levada a sério, caso uma administração tivesse chegado a esse ponto, o mandatário já teria pedido desculpas, tirado a gravata e deixado alguém honesto e competente tocar o barco.

Já passou da hora do Rio superar esse mar de lama que o envolve há anos – e o melhor caminho para isso é a renúncia do Prefeito Crivella.

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