Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) / Foto: Marcelo Camargo (Agência Brasil)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) prorrogou por 60 dias a resolução que permite a fabricação dos medicamentos usados para a intubação de pacientes com Covid-19 por meio de notificação, com análise posterior do registro pela diretoria da Agência. Com isso, as substâncias continuarão com autorização emergencial até 13 de novembro.

Com a autorização simplificada, bloqueadores neuromusculares, sedativos, anestésicos e outros medicamentos hospitalares usados para manutenção de pacientes intubados poderão ser imediatamente fabricados e fornecidos aos hospitais e clínicas de todo o Brasil.

Por meio de nota, a Anvisa adiantou que a medida foi tomada diante da expansão da variante delta do novo coronavírus, que pode tornar-se a variante predominante nos próximos meses no Brasil. Com a ação, o órgão decidiu antecipar-se de forma a evitar a falta dos medicamentos do kit intubação, em uma eventual terceira onda de casos.

O diretor da Anvisa e relator da resolução, Alex Campos, adiantou que, diante do cenário epidemiológico incerto, o governo federal decidiu a cautela para que o sistema público de saúde não entrasse em crise por conta da falta desses medicamentos. “O cenário epidemiológico dos próximos meses é incerto, sendo preciso antecipar as medidas regulatórias necessárias ao seu enfrentamento”, adiantou Alex Campos.

Desde março de 2021, os medicamentos do kit intubação seguem o modelo simplificado de produção e de distribuição. A resolução foi prorrogada duas vezes, uma em maio e outra em julho. O prazo acabaria em 14 de setembro.

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