Foto: Yan Marcelo Carpenter

O DIÁRIO DO RIO começa uma nova série de matérias. O tema é o transporte público no Rio de Janeiro. O primeiro texto da série é sobre o BRT, sistema repleto de problemas que impactam diretamente na vida das pessoas.

A lotação dos veículos, em meio à pandemia que ainda estamos vivendo, foi tema de muitas críticas. De acordo com muitos especialistas, os BRTs lotados eram verdadeiras incubadoras de Covid-19.

Em março deste ano, a foto abaixo, feita por Brenno Carvalho, da Agência O Globo, ganhou repercussão nacional. A cena, infelizmente, é mais comum do que parece.

Foto: Brenno Carvalho

Também em março deste ano, começou um processo de intervenção da Prefeitura do Rio no sistema. Sobre as lotações, a gestão Paes informa que: A Secretaria Municipal de Transportes e a equipe de intervenção trabalharam para o aumento da oferta de articulados, criaram três linhas eventuais de apoio (batizadas de ‘Diretão’), e intensificaram a organização de filas nas estações e terminais.  O trabalho de intervenção está sendo liderado por Claudia Secin, atual presidente do BRT Rio.

“Avançamos em diversos pontos, mas ainda há muito trabalho pela frente. O objetivo é melhorar o serviço e dar mais dignidade a quem utiliza o sistema. Vamos seguir recuperando os articulados para reduzir a superlotação, principalmente nos horários de pico. Outra meta é reabrir estações de BRT fechadas por problemas de vandalismo e segurança ao longo dos próximos meses”, disse a secretária de Transportes, Maína Celidonio.

Acidentes são situações corriqueiras. De acordo com o BRT Riosó em 2020 foram 130 colisões com carros que invadiram a pista exclusiva para os ônibus.

A má conservação dos veículos, das pistas e das estações é uma reclamação constante dos usuários. “É um descaso com o trabalhador. Parece que estão carregando bicho. Aliás, nem bicho é carregado assim”, afirma Leonardo Costa, eletricista, usuário do BRT.

Com aporte de recursos públicos em ações específicas será possível aumentar o investimento em manutenção preventiva, evitando as falhas mecânicas, que prejudicam a confiabilidade da frota, e permitindo mais articulados na operação. A equipe de intervenção está mobilizada para aumentar gradativamente a frota disponibilizada para atingir a meta de 241 articulados até setembro. Já está sendo feito o levantamento de custos para a reforma e reabertura das 46 estações que se encontram fechadas. Entre os serviços que serão executados estão: substituição gradual dos painéis de vidro fixos por painéis angulares em ferro vazado, para evitar o vandalismo; recuperação das instalações elétricas, dos danos estruturais e da cobertura; e pinturas interna e externa, informa a Prefeitura.

A insegurança nas estações nos ônibus é outro fantasma que assombra as pessoas que dependem do BRT para se locomover. Dados do Instituto de Segurança Pública do Governo do Estado do Rio de Janeiro mostram que em janeiro deste ano só na cidade do Rio foram quase 1000 roubos e furtos em ônibus.

A Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro criou, em junho deste ano, o programa BRT Seguro, que é responsável por reforçar o patrulhamento nas estações  com a presença de guardas municipais e policiais militares.

“Tem muito o que melhorar. É um serviço que tinha tudo para ser bom, mas tem muitas falhas. A população precisa desse serviço funcionando melhor”, finaliza o eletricista Leonardo Costa.

A próxima matéria da série #OndeVamosParar? é sobre os ônibus comuns, o sumiço das linhas e a dificuldade de locomoção no Rio de Janeiro.

2 COMENTÁRIOS

  1. Transoeste – Obra eleitoreira feita às pressas para obter a reeleição.
    Transcarioca – inaugurada às pressas para fazer bonito na olimpíadas.
    O que começa errado nunca termina certo e para sempre continuará torto.
    Transbrasil – nem completou pois as olimpíadas já tinham terminado.
    E ainda tem quem diga que o EP é bom gestor.

  2. Como pode uma cidade como o Rio de Janeiro, que já foi tipo um estado, não ter uma opção decente de candidato. Como pode vc ter que aceitar o menos pior, no caso, o cara responsável por essa situação. O cara que não fiscalizou que a calha estava sendo construida fora das especificações – aí vem outro que aponta o erro e não toma providencia – e agora o que não fiscalizou diz que é o salvador. pobre da população Carioca – e se bobear, pobre da Fluminense.

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