Apesar de sinais de queda, mercado imobiliário mostra reaquecimento

Segundo dados analisados pelo Instituto Rio21, compras e vendas do Rio tiveram queda de 10% em 2020. Mas, com a retomada da economia, mercado imobiliário está se recuperando rapidamente

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Vista aérea da Zona Sul | Foto: Flickr RioTur.Rio

O ano de 2020 foi atípico para todos, devido à pandemia de Covid-19 e todas as suas consequências. A economia e diversos setores foram muito afetados e, aos poucos, têm se recuperado. Entretanto, conforme já foi publicado pelo DIÁRIO DO RIO, o mercado imobiliário rapidamente mostrou indícios de recuperação após a retomada da economia.

De acordo com dados, analisados pelo Instituto Rio21, em comparação com 2019, a capital fluminense teve queda de 10% em compras e vendas em 2020. Essa foi a maior queda na cidade desde 2014. Entretanto, segundo a superintendente de vendas da Sérgio Castro Imóveis, Lucy Dobbin, esse número não é tão significativo quando se leva em conta os transtornos causados pela pandemia. Ela destaca ainda como os profissionais do setor enfrentaram as dificuldades para se adaptar.

Os profissionais da corretagem precisaram se adaptar, por exemplo, ao regime home office, driblar as dificuldade de conseguir que os proprietários permitissem visitação de clientes no imóvel, e outros impasses. De outro lado tivemos muitos clientes com grande necessidade de venda, e outros, ao contrário, tirando seus imóveis do mercado por não estarem certos de que seria o momento de negociá-los. Somente de julho em diante, os negócios retornaram com mais força. Logo,  esta queda de 10% nas vendas, não é tão significativa perto dos transtornos e reflexos na economia que a pandemia provocou”, ela destacou.

Reforçando o que disse Lucy Dobbin, os dados apontam que de novembro para dezembro, no ano passado, houve uma alta de 6,2% nas vendas de imóveis. Isso mostra, mais uma vez, o mercado imobiliário se recuperando dos fortes impactos da pandemia. Dobbin acredita que o aumento se deva às pessoas retomando as atividades, mesmo que ainda temerosas.

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Não acredito que isso possa ser reputado à “demanda reprimida”, e sim à necessidade de venda de alguns proprietários, o ânimo de realizar negócios de outros e, principalmente em razão das pessoas terem, muitas temerosas ainda, mas a grande maioria retomou suas atividades e ritmo de  vida próximo a normalidade, próximo a vida antes da pandemia”, explicou.

Com o cenário de retomada e com os devidos investimentos, Dobbin acredita no reaquecimento econômico do Rio de Janeiro: “Acredito bastante que com uma boa gestão, com os investimentos previstos em infraestrutura e turismo, a revitalização do Centro do Rio de Janeiro, com lançamento de unidades residenciais menores e bem localizadas, haverá o reaquecimento econômico e a Cidade Maravilhosa se recuperará, voltando a liderar a lista das cidades mais procuradas do Brasil para se investir”.

Transferências

Por transferência, no caso de mercado imobiliário, entende-se alteração de proprietário, ou seja, o imóvel sai do nome de um e vai para o nome de outro proprietário. Isso acontece por diversos motivos. Pode ser por compra e venda, por partilha ou adjudicação, em razão de falecimento, partilha de bens por separação, cessão de direitos, adjudicação por dívida a um credor, entre outros.

Em 2020, o Rio também apresentou queda no número de transferências, segundo os dados do Instituto Rio 21. Foram 13,6% a menos que em 2019. Comparado a outras grandes cidades do país (São Paulo, Guarulhos, Campinas, Joinville, Florianópolis, Curitiba e Salvador), essa queda foi bem grande. Dobbin também explica o que acredita ter causado essa queda, tanto nas transferências quanto na compra e venda:

No Brasil, o FipeZap aponta o Rio de Janeiro como o metro quadrado mais caro do país, seguido de São Paulo e Brasília, respectivamente. Portanto, não surpreende o volume de vendas de imóveis, em 2020, ser menor que em outros estados. E ainda temos que considerar que o Rio de Janeiro veio sofrendo bastante com a falta de investimentos e com a crise econômica que atingiu de forma desastrosa boa parcela dos compradores. Um cenário que desmotivou o investidor”, explicou.

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