Após prisão, Prefeitura do Rio exonera Adriana Belém de cargo na Secretaria Municipal de Esportes

Ela havia sido nomeada no mês passado e tinha um salário de mais de R$ 8 mil, segundo o portal de transparência do Poder Executivo carioca

Adriana Belém - Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Presa na tarde da última terça-feira (10/05) por meio da Operação Calígula, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), a delegada licenciada Adriana Belém foi exonerada pela Prefeitura da capital fluminense do cargo que ocupava na Secretaria Municipal de Esportes e Lazer. A decisão, inclusive, já consta no Diário Oficial carioca.

Ela havia sido nomeada no mês passado e tinha um salário de R$ 8.345,14, segundo o portal de transparência do Poder Executivo da cidade.

Adriana foi detida em sua própria casa, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. No imóvel, os agentes encontraram cerca de R$ 2 milhões em espécie, que seriam provenientes de uma organização criminosa envolvendo caça-níqueis e que tem o contraventor Rogério de Andrade e o ex-policial Ronnie Lessa, acusado de ser o assassinado da vereadora Marielle Franco, como líderes.

O mandado de prisão da delegada foi expedido pela 1ª Vara Especializada do Tribunal de Justiça estadual (TJRJ). ”O gigantesco valor em espécie arrecadado na posse da acusada, que é delegada de polícia do estado do RJ, aliado aos gravíssimos fatos ventilados na presente ação penal, têm-se sérios e sólidos indicativos de que a ré apresenta um grau exacerbado de comprometimento com a organização criminosa e/ou com a prática de atividade corruptiva [capaz de gerar vantagens que correspondem a cifras milionárias]”, dizia a decisão do juiz Bruno Monteiro Ruliere.

Após ser detida, Adriana passou a noite na sede da Corregedoria da Polícia Civil, no Centro do Rio. Pouco depois das 09h desta quarta-feira (11/05), chegou ao Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte. No início da tarde, haverá uma audiência de custódia.

A defesa da delegada alega que o caso não gera ”necessidade de prisão” e que poderá entrar com um pedido de habeas corpus. Ainda de acordo com a advogada Luciana Pires, a mesma que defendeu o senador Flávio Bolsonaro no caso das ”rachadinhas” quando o mesmo era deputado estadual do RJ, o Ministério Público fluminense determinou a detenção sem possibilitar que Adriana explicasse a origem do dinheiro.

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