Terreno da Rua Homem de Melo 169 onde será construído o prédio residencial Foto: Márcia Foletto /

Após polêmica com a remoção de 340 árvores para a construção de um imóvel residencial do Opportunity fundo de investimento imobiliário, entre as Ruas Hélion Polvoa e Homem de Melo, na Tijuca, na Zona Norte do Rio, os responsáveis pelo projeto divulgaram um vídeo nas redes sociais onde esclarecem uma série de equívocos que cercam o empreendimento.

Através da fala do engenheiro Marcelo de Carvalho Silva, que é sócio da Biovert, empresa especializada em reflorestamento, que atua junto ao Opportunity fundo de investimento imobiliário nas questões ambientais para implementação do prédio, elencou os benefícios de se ter um imóvel naquela região, e ressaltou o compromisso das empresas envolvidas em não descaracterizar a área ou promover qualquer tipo de desmatamento.

Vale ressaltar que, segundo a prefeitura, a retirada das árvores é autorizada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAC).

Em um dos trechos do vídeo, Carvalho destaca algumas medidas de compensação ambiental para que o imóvel residencial seja erguido, como “o replantio de 18 espécies da Mata Atlântica na área do terreno e a proteção de 62 espécies, além do replantio de 2.805 árvores”. A Biovert afirmou que está já realizando o levantamento para a plantação de novos arbóreos futuramente.

A remoção dos arbóreos começou no dia 31 de agosto e foi paralisada na sexta-feira (03/09), por causa da manifestação dos moradores, que aconteceu em frente ao endereço da obra no mesmo dia. A previsão era que a conclusão da remoção fosse retomada na quarta-feira (08/09), depois do feriado. Mas, por causa de novos protestos, as últimas 15 árvores das 340 permanecem lá até hoje.

Outro ponto elucidado pelo engenheiro é uma reivindicação de residentes da localidade de que a nascente do Rio Trapicheiros (que nasce no Maciço da Tijuca e desemboca no Rio Maracanã ) seria afetada pela construção do empreendimento, o que poderia impactar no uso da água para servir a obra.

Ele conta que a água utilizada no condomínio será proveniente das chuvas, que será retida em um processo conhecido como “caixa de retardo e reuso“, sem ter nenhuma relação com o Rio.

Não houve nenhuma constatação de nascente na área do empreendimento, o que existe lá é o Rio Trapicheiros que passa fora do terreno do Opportunity fundo de investimento imobiliário “, pondera.

Além disso, a Opportunity fundo de investimento imobiliário enumera algumas dúvidas frequentes quanto ao projeto, entre elas:

  • Não existem edificações tombadas ou preservadas na área onde ficará localizado o novo empreendimento.
  • O tradicional colégio Batista, situado na Rua José Higino, é um imóvel tombado que fica localizado ao lado de onde será construído o condomínio. Portanto, não sofrendo nenhuma interferência em sua estrutura.
  • O prédio ocupará uma área de de apenas 10% do terreno original
  • A geração de 3 mil empregos com a construção civil
  • Ampla pesquisa na vizinhança para não descaracterizar a área.
  • A receita gerada com os 10% da venda da propriedade original, será utilizada para investimentos nas instalações da propriedade.

Confira a íntegra do vídeo

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