Ar-condicionado, colchão, dinheiro e até bíblia: veja os objetos encontrados durante a limpeza do sistema de drenagem no Rio de Janeiro

Equipes da secretaria de Conservação encontram os itens dos mais inusitados durante o trabalho de limpeza das galerias pluviais da cidade

Sistema de drenagem do Rio de Janeiro (Foto: Reprodução Internet)

Diante de um verão atípico na cidade do Rio de Janeiro, onde os dias de chuva têm sido quase que predominantes, muitas ruas da Capital Fluminense têm sofrido com os recorrentes alagamentos que atingem diversas regiões da cidade. Muito desse transtorno é provocado pelo descarte irregular de lixo, que muitas vezes é jogado no meio das vias e arrastado pelas águas durante os temporais.

Além do lixo comum, muitos cariocas acabam se desfazendo, de forma irregular, de objetos utilizados durante o dia a dia, os chamados bens inservíveis. Alguns deles nada discretos, que com a força da chuva, acabam entupindo as galerias pluviais do município, impactando diretamente no funcionamento da cidade.

Agentes da secretaria de Conservação do Rio, responsável pela manutenção da infraestrutura urbana do município, incluindo o serviço de limpeza do sistema de drenagem da cidade, se deparam com todo tipo de bens inservíveis que são descartados pela população.

Por exemplo, em uma vistoria na Rua 24 de Maio, esquina com a Rua Barão do Bom Retiro, no Engenho Novo, foram retirados edredons, uma mochila, um aparelho de ar-condicionado e até um tronco de árvore de 4,5 metros.

Em outra fiscalização, na Rua Goiás, embaixo do viaduto de Quintino, na Zona Norte do Rio, os técnicos da Secretaria Municipal de Conservação tiveram uma surpresa na hora de fazer a manutenção do sistema de drenagem: no meio da terra e da lama, que era o esperado, encontraram uma mala de viagem e um nebulizador, entre outros detritos. Para retirar a mala, foi necessário o auxílio de um pé de cabra. Ao todo, foram removidos cerca de 200kg de material.

Tronco de árvore retirado do sistema de drenagem (Foto: Divulgação/Conservação)

Entre outros materiais inusitados que as equipes da Conservação encontraram em 2021 ao fazer manutenção do sistema de drenagem da cidade, estão: caixa de som, livros, Bíblia, garrafas PET, testes de gravidez, colchões, guarda-chuvas, máquina fotográfica, máquina de cartão de crédito, dinheiro e facas.

Faca encontrada em meio a rejeitos nas galerias pluviais (Foto: Divulgação/Conservação)

A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) conta com o serviço de remoção gratuita de entulho e bens inservíveis, como móveis, colchões e eletrodomésticos. Qualquer cidadão pode fazer a solicitação pelo WhatsApp da Central de Atendimento 1746 da Prefeitura, pelo número 3460-1746.   

Operação Ralo Limpo

A secretária de Conservação Anna Laura Secco conta que em novembro do ano passado, a pasta começou a integrar a operação “Ralo Limpo”, que faz parte do planejamento estratégico do Plano Verão, elaborado pela Prefeitura. Os trabalhos de desobstrução das galerias pluviais começou em julho do ano passado, justamente para minimizar os estragos provocados pelas chuvas nesta época do ano. A ação é coordenada pelo Centro de Operações Rio (COR) e a atuação é conjunta entre Conservação, Comlurb e Rio Águas.

A Operação Ralo Limpo não consiste apenas em limpar o ralo, consiste em fazer um diagnóstico das mais variadas áreas da cidade. Ver se aquele ralo de determinada região precisa apenas de uma limpeza, de um reparo, de alguma pequena intervenção, ou, por um acaso, de uma grande obra“, diz a secretária.

Grande quantidade de garrafas pet nas galerias pluviais do Rio (Foto: Divulgação/Conservação)

Na primeira fase da Ralo Limpo, que durou três meses, foram removidas 411 toneladas de resíduos e desobstruídos mais de quatro mil ralos de 50 vias públicas com maior recorrência de alagamentos e bolsões de água. Essas vias foram definidas de acordo com um mapeamento feito pelo COR em cima do histórico de alagamento da cidade. Na segunda fase da Ralo Limpo, serão contemplados outros 80 pontos da cidade, indicados pelas subprefeituras.

13 COMENTÁRIOS

  1. Eu fico muito chateado quando vejo as pessoas literalmente jogando lixo nas vias, o povo carioca é muito mal educado, não pensam nas consequências são completamente idiotas e dizem que ama o Rio de Janeiro, povo miserável merece que sua casa seja submersa por águas podres e cheias de doenças, cariocas são porcos

  2. Não adianta conceder a distribuição de água e esgoto pras empresas privadas e manter essa horrível atitude popular de usar redes de esgotamento e águas pluviais como depósito de lixo. Já extinguimos os hidrantes, que viraram depósitos subterrâneos de lixo! A população fluminense é cúmplice nesta derrocada moral de nossas cidades, não tem moral para reclamar de nada sobre isso, infelizmente.

    Reportagens assim são ótimas, pelo menos esfregamos na cara de todos o problema à olhos vistos. Como diz o hino do estado do Rio de Janeiro, “Fluminenses, avante!, marchemos” à mudança cultural necessária para virar o placar deste estado de desordem urbana.

  3. É a boa educação do povo que prefere jogar nos canais tudo que não é mais útil para ele..não só nos canais fluviais como em terrenos próximo a sua casa..é mais facil jogar entulhos em um terreno abandonado do que ligar para a Comlurb,para que venha recolher.
    E..o resultado?..volta para ele mesmo com sua casa embaixo d’água.
    Causa e efeito!

  4. Eu já quase sai na porrada com um vizinho que cismava em abrir a boca de lobo, entupir de lixo e queimar. E não adiantava tentar explicar que no 1746 eles retiram qualquer material de graça. O maldito só parou de fazer isso quando tomou uma multa.

  5. Lamentável! Maior parte da população tem culpa. Infelizmente, brasileiros,a grande maioria não tem educação. Eu moro em São Gonçalo. E na minha rua , moradores tb fecharam bueiros da rua.

  6. A esquina da rua Visconde de Figueiredo com a avenida Heitor Beltrão na Tijuca, qualquer chuva mais intensa causa um alagamento que cobre toda encruzilhada, ás vezes ficando mais de 12 horas para a água escorrer e parando o trânsito, como aconteceu na última terça-feira. A principal causa desse alagamento é o excesso de folhas das árvores que não são podadas há tempos e uma obra feita pelo prefeito anterior no terreno ao lado de um antigo posto do antigo Touring que fechou um dos ralos da rua e também a falta de educação das pessoas que jogam lixo na rua o tempo todo.

  7. Os moradores do Rio, cidade que moro, são os maiores responsáveis pelo entulho e todo tipo de sujeira que vão parar nos bueiros e galerias…ñ adianta reclamar e sim colaborar com hábitos e atitudes corretas!

  8. OU SEJA, COMO NÃO PODERIA SER DIFERENTE, O MAIOR PROBLEMA DO RIO CONTINUA SENDO O CIDADÃO FLUMINENSE E CARIOCA. VULGO, POVO.
    ESSE POVINHO QUE MORA AI É ALGO QUE VC NÃO ENCONTRA EM NENHUM OUTRO LUGAR.

    • Os moradores são os primeiros a jogarem lixo nas calçadas (de preferência na do vizinho) e depois reclamam da prefeitura, no meu bairro jogam lixo todos os dias, em qualquer horário. Mas o pior mesmo são esses carroceiros que pegam entulhos de obra, dobram a esquina e vazam no meio da rua, eles cobram pra levar o entulho na Comlurb, mas descartam na porta dos outros, são uns porqueiras, a polícia devia prendê-los e a Comlurb apreender essas carroças, só fazem imundice na cidade.

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