Árabes compram o Metrô do Rio

Fundo de Abu Dhabi terá 51,5% de holding que passa a ser dona da concessão; operação teve troca de dívida de R$ 1,8 bilhão da Invepar

MetrôRio - Foto: Reprodução/Internet

O Fundo soberano de Abu Dhabi, Mubadala, assumiu nesta semana a operação do Metrô do Rio de Janeiro. A gestão do sistema era feita pela Invepar. A troca de comando, avaliada em R$ 1,8 bilhão, fará os novos donos do metrô assumirem a dívida da Invepar e com os fundos de pensão por ações do Metrô Rio e do Metrô Barra, concessionárias que administram o sistema metroviário carioca. O controle das duas companhias passa agora para a Hmobi, holding de investimentos em mobilidade urbana, na qual Mubadala detém 51,5% e os três fundos de pensão, 48,5%.

O total da dívida alcança é R$ 2,6 bilhões, dos quais R$ 1,8 bilhão foi envolvido na operação com o Metrô. Depois da transação, a dívida da Invepar com os acionistas da empresa e com Mubadala será de R$ 800 milhões. Invepar tem em carteira outros ativos, como as concessões do Aeroporto de Guarulhos e da BR-040.

Antes da pandemia, o sistema transportava 900 mil pessoas por dia, número que chegou a cair 80% no começo da crise da covid-19. Agora a redução de passageiros situa-se na faixa de 45%-50% em relação ao pré-pandemia. Em 2019, o Metrô Rio faturou cerca de R$ 1 bilhão, número que caiu para R$ 600 milhões em 2020.

“A incorporação do Metrô Rio e Metrô Barra ao portfólio se encaixa perfeitamente à nossa estratégia de transformar empresas que se encontram em um contexto complexo. Estes investimentos têm uma boa perspectiva de recuperação operacional e rentabilidade no longo prazo, mesmo diante do atual cenário econômico. Além disso, estas aquisições consolidam cada vez mais nossa experiência com ativos dessa natureza”, disse, em nota, Oscar Fahlgren, presidente do Mubadala Capital no Brasil.

A operação de troca de controle na concessão foi autorizada e publicada no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro em junho pelo governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). As negociações de Mubadala com Invepar começaram em 2016,

O Metrô do Rio possui 54 quilômetros e 41 estações dividas em três linhas. O negócio consiste em duas concessões: uma para as linhas 1 e 2, válida até 2038, e outra para a linha 4, que vai até 2036. A linha 4 liga a zona Sul do Rio à Barra da Tijuca, na zona Oeste.

17 COMENTÁRIOS

  1. REPASSE DE CONCESSÃO É CRIME – Concessionaria de bens publico NÃO PODE PERDER O CONTROLE ACIONARIO e repassar concessão a terceiros sob pena de FRAUDE A LICITAÇÃO. O ente que licitou a concessão e autorizou mediante contrato uma determinada empresa vencedora o direito de explorar e em contra partida cuidar do bem publico em questão, o bem tem dono e o proprietário é o povo, e essa empresa é um mero concessionário e não tem direito de propriedade. O repasse sem uma nova licitação, para pagar divida particular do grupo INVEPAR-LAMSA é crime.
    (LuizPCarlos – 12.11.2021)

  2. Concessionaria de bens publico NÃO PODE PERDER O CONTROLE ACIONARIO e repassar concessão a terceiros sob pena de FRAUDE A LICITAÇÃO. O ente que licitou a concessão autorizou mediante contrato uma determinada empresa vencedora o direito de explorar e em contra partida cuidar do bem publico em questão, o bem tem dono e proprietário e esse não é um mero concessionário. O repasse sem uma nova licitação e nesse caso para pagar divida particular do grupo INVEPAR é crime.

  3. Gentem o metro do rio e uma vergonha para a cidade mais turistica do BRASIL, na franca tem trocentas linhas de trem e metro…nem sei o que dizer de tantas barbaridades dessa corrupcao!!

  4. Eu quero ouvir è sobre a agenda metroviária 40 anos atrasada sendo cumprida com urgência surreal. É preciso tirar a linha 2 da linha 1 e levá-la até a Praça XV a partir da Estácio, passando pelo Catumbi, Cruz Vermelha e Carioca aumentando a capacidade da mesma de 8 carros nas composições e intervalos menores….e outra..tem q terminar o andar fantasma da Carioca pra receber outra linha, a estação Gávea em dois pavimentos pra cruzar com a linha 4 ORIGINAL da Barra e fechar o anel da linha 1 ligando até Uruguai e terminar a estação Morro de São João próxima ao Rio Sul…..em terceiro ou ao mesmo tempo é preciso priorizar cumprimento do trecho Gávea – Carioca ou zona portuária passando pelo Jardim Botânico, Humaitá, Botafogo e Laranjeiras antes de esticar até Alvorada. E tão importante quanto, fazer a linha 3 Niterói – Alcântara.

    Fora a antiga linha 6 Galeão – Alvorada cruzando bairros importantes da zona Norte se conectando com a linha 2 em Irajá, todos os ramais da supervia, e passando por bairros de Jacarépaguá. Projeto da década de 60 “transformado” em modal já saturado e ineficiente q foi o BRT Transcarioca. Cada vez mais cabe essa sobreposição de modal. É preciso ter linhas tranversais como essa pra formar de fato uma rede e não uma tripa gigante. Por fim há urgência de se fazer o shortline Méier – Saens Pena.

  5. Esse é um metrô para inglês ver, não vai aonde a massa está, vai aonde não se precisa tanto, mas todo o Rio precisa. O governo tem que investir mais em outras linhas, não importa em que mão esteja o importante é te um ótimo serviços.

  6. Não se transfere uma concessão pra cobrir dividas particular de concessionarios.

    O bem público pertence ao estado e ao município e deve ser feita uma nova licitação, o que está havendo aí é uma enorme fraude.

    A CF é clara não pode haver com essa ario sem a devida licitação.

    Aga Unidos estelionatários o brasileira nas mãos de bandidos de todas as estirpes.

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