Interior do Hospital de Campanha do Riocentro - Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio

Em uma auditoria realizada pelo corpo técnico da secretaria municipal de Saúde (SMS) revelou que o Hospital de Campanha do Riocentro registrou irregularidades e teve a maior taxa de mortalidade de pacientes com coronavírus entre as unidades provisórias da cidade. A informação foi obtida pelo jornal O Globo e divulgada pelo prefeito Eduardo Paes (democratas) nesta segunda-feira (29/03) em suas redes sociais.

De acordo com o levantamento, o hospital do Riocentro teve a maior taxa de óbitos de pacientes em UTIs (66%) e a maior dos que foram internados em enfermaria (25%). Em comparação as unidades que foram instaladas e geridas pela iniciativa privada (e com todas as vagas reguladas pelo SUS), a taxa de mortes no RioCentro foi bem superior.

O documento aponta, que no dia 01/01, a Subsecretaria de Atenção Hospitalar, Urgência e Emergência realizou visita técnica no Hospital de Campanha Riocentro e constatou que pacientes solicitavam ajuda para necessidades básicas. Também foram constados problemas na arquitetura do local, formada por corredores longos com pacientes não agrupados, que gerava dificuldades para as equipes de assistência.

O documento também fez uma análise negativa das luzes da unidade. Segundo a auditoria, as luzes não eram apagadas de noite e com isso os pacientes tinham dificuldades de dormir.

Paes, que sempre se disse contrário aos hospitais de campanha e aos custos gastos na implementação e gestão das unidades de saúde, mais uma vez fez duras críticas após conclusão do relatório.

“20 milhões por mês para um hospital fake. Enquanto isso, muitos leitos existentes na rede municipal ficavam fechados. Vergonha”, disse o prefeito em sua conta no twitter.

O hospital do Riocentro foi construído na gestão de Marcelo Crivella (Republicanos) e custou R$ 250 milhões. A montagem da unidade começou em abril de 2020 e o custo diário foi de R$ 1 milhão.

 

 

Costa do mar, do Rio, Carioca, da Zona Sul à Oeste, litorânea e pisciana. Como peixe nos meandros da cidade, circulante, aspirante à justiça - advogada, engajada, jornalista aspirante. Do tantã das avenidas, dos blocos de carnaval à força de transformação da política acreditando na informação como salvaguarda de um novo tempo: sonhadora ansiosa por fazer-valer!

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