Foto Rafael Campos

Há três semanas, a loja de uma empresa de telefonia celular escapou de ser assaltada em Piabetá, distrito de Magé, na Baixada Fluminense. O gerente do estabelecimento, que vem observando a presença do Programa Segurança Presente nas ruas do bairro nos últimos meses, recebeu a informação de que suspeitos estavam circulando no local. O rapaz, que preferiu não se identificar, fez contato com os agentes. Quarenta minutos depois da comunicação, três homens foram presos. Um deles estava armado. O trio, que circulava em carro roubado, confessou o plano para praticar o crime.

O gerente do estabelecimento, que trabalha na loja há mais de um ano e, explica que desde o momento que programa chegou na cidade, são vistos mais policiais nas ruas, o que traz mais segurança para os moradores.

“Tivemos a informação de que pessoas estavam rondando a loja e passamos para a dupla de agentes que estava próxima ao centro comercial. Os policiais abordaram os homens, que foram presos. Eram três pessoas, sendo uma delas armada e outra que já tinha passagem pela polícia. Eles ocupavam um carro roubado. Então, o assalto nem chegou a acontecer, graças a Deus e aos policiais”, descreveu o gerente.

A base do Programa Magé Presente, que também atua em Piabetá, foi inaugurada em agosto de 2020. Desde então, os índices de criminalidade na região vêm caindo. Alguns chegaram a zero, como, no caso dos roubos a transeuntes, nos meses de janeiro e fevereiro deste ano. No distrito vizinho, não há registro de roubo de veículos desde outubro do ano passado. Ou seja, há cinco meses.

Ingrid Moura, que mora em Magé e trabalha em Piabetá, utiliza o transporte público e afirma que aumentou o fluxo de policiais, principalmente nos horários de deslocamento entre as duas localidades.

“Vejo que tem bastante movimentação da polícia, tanto passando nas lojas, quanto perto da rodoviária. Sempre que desço no ponto de ônibus para vir trabalhar e na hora de ir embora, tem um carro do Segurança Presente. Até mesmo nas áreas residenciais, vejo agentes próximos aos bairros e da minha casa também. Hoje em dia está tudo muito perigoso, ainda mais para quem é mulher. Me sinto mais segura”, disse a jovem, de 29 anos.

Os comerciantes da região também dizem se sentir mais seguros, como é o caso de Rodrigo Araújo, de 40 anos, dono de uma lanchonete no centro de Magé. Ele conta que um dos períodos mais tensos era o horário do fechamento da loja em virtude da retirada do dinheiro do caixa. O comerciante e os funcionários temiam que criminosos tentassem assaltar o estabelecimento.

“O número de policiais aumentou bastante nas ruas, e a sensação de tranquilidade, também. A hora de fechar o comércio era o momento em que a gente ficava mais preocupado. Agora, há sempre agentes nas ruas, principalmente nestes horários, inclusive com policiamento com bicicletas, o que dá mais agilidade”, contou o empresário.

Para o coordenador do Magé e Piabetá Presente, tenente Renan Brito, a chegada do programa possibilitou uma aproximação da polícia com moradores e comerciantes da região.

“Oitenta por cento do efetivo do programa reside na própria cidade. Muitos já conhecem a área e sabem quais são os locais onde costumam acontecer os delitos, o que ajuda no relacionamento com a comunidade local. Fazemos um trabalho preventivo, com abordagens a motos e veículos, além do patrulhamento ostensivo. Com esta atuação, estamos conseguindo boas reduções criminais. Estamos com uma média de cumprimento de prisão de um foragido e/ou com mandado de prisão por semana. O objetivo é que o patrulhamento envolva também os bairros mais afastados do centro comercial para que, nestas localidades, os índices também sejam zerados”, relatou o coordenador do Magé e Piabetá Presente.

Os resultados em outras cidades da Baixada Fluminense também têm sido bons. Em Austin, bairro de Nova Iguaçu, por exemplo, não há registro de qualquer tipo de roubo de novembro a fevereiro. O centro do município seguiu também sem registro de roubo de celular e a estabelecimento comercial em fevereiro.

Já em Duque de Caxias, não houve registro de roubo a estabelecimento comercial e roubo de celular em fevereiro deste ano. E em Itaguaí, os roubos de celular estão zerados desde outubro do ano passado.

Costa do mar, do Rio, Carioca, da Zona Sul à Oeste, litorânea e pisciana. Como peixe nos meandros da cidade, circulante, aspirante à justiça - advogada, engajada, jornalista aspirante. Do tantã das avenidas, dos blocos de carnaval à força de transformação da política acreditando na informação como salvaguarda de um novo tempo: sonhadora ansiosa por fazer-valer!

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