Na tarde desta segunda-feira, 27/04, uma balsa (denominada “Rio Star” pela Marinha e “Rio Port I” pelos pescadores) naufragou nas águas da Baía de Guanabara.

Ela estava sendo rebocada por um navio transportando ferro gusa. A balsa tem cerca de 1 mil litros de óleo de 3 pás mecânicas e um gerador de energia elétrica contendo óleo.

O navio carregou cerca de 47 mil toneladas atracado no Porto do Rio de Janeiro. A balsa levava o restante, cerca de 6 mil toneladas de ferro gusa.

A recomendação técnica feita por Sérgio Ricardo Verde, membro fundador do movimento Baía Viva, ao Comandante Ricardo Jaques da Marinha, é mobilizar equipe de mergulhadores para averiguar as condições das máquinas que estão submersas para evitar risco de vazamento de óleo, além de manter instaladas as barreiras de contenção de óleo.

Em novembro de 2019, ocorreram 4 vazamentos de óleo nas águas na Baía de Guanabara.

Em nota, a Marinha do Brasil informou que por intermédio do Comando do 1º Distrito Naval (Com1ºDN), esclarece que a Capitania dos Portos do Rio de Janeiro (CPRJ) atua nas águas interiores e no litoral do Estado do Rio de Janeiro, conforme preceitua a Lei 9.537/1997 (LESTA), seu regulamento, Dec. 2.596/1998 (RLESTA) e a lei 9.966/2000 (lei do óleo). As atribuições e competências da Autoridade Marítima brasileira se referem, exclusivamente, à segurança da navegação, à proteção da vida humana no mar e à prevenção à poluição ambiental proveniente de embarcações. A CPRJ tomou conhecimento, na tarde de ontem (27), do naufrágio da balsa de apoio “Rio Star “, não propulsada, na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Foi enviada, imediatamente, uma Equipe de Busca e Salvamento (SAR) ao local, a fim de prestar apoio e buscar mais informações sobre o ocorrido. Não houve feridos e também não há indícios de poluição, ou seja, não foi constatado nenhum vazamento até o momento. O proprietário foi notificado a promover a reflutuação da balsa e adotou medidas de proteção com a colocação de boias de contenção. Ressalta-se que a MB instaura o competente procedimento administrativo, nos termos da lei 9966/2000, para vazamento/lançamento de óleo e outras substâncias nocivas ou perigosas, em águas sob jurisdição nacional, provenientes de embarcação. As demais autoridades ambientais foram informadas sobre o acidente, uma vez que a embarcação transportava ferro gusa, para a atuação dentro das respectivas competências. As causas e responsabilidades do incidente serão apuradas em Inquérito Administrativo instaurado pela Marinha.



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