Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo - Foto: Reprodução/Internet

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) indiciou o ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, e mais 7 pessoas pelo incêndio ocorrido em fevereiro de 2019 no Ninho do Urubu, centro de treinamento do Rubro-Negro, localizado em Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio. A tragédia acabou matando 10 meninos que jogavam nas categorias de base do clube e moravam no local, e deixou 3 feridos.

Bandeira de Mello e os outros 7 indiciados responderão na Justiça por 10 homicídios culposos (quando não há intenção de matar) e 3 crimes de lesões corporais culposas. Tão logo sejam notificados, o MPRJ poderá entrar oficialmente com a denúncia.

Apesar de Bandeira de Mello ter deixado o cargo em dezembro de 2018, foi durante seu mandato que a obra (contêineres improvisados como dormitórios para os jovens atletas) foi realizada. Por isso, a Justiça decidiu responsabilizá-lo e inocentar Rodolfo Landim, atual presidente do Flamengo e que sucedeu Eduardo, já estando à frente do clube quando o incêndio aconteceu.

As 8 pessoas indiciadas pelo MPRJ são:

  • Danilo da Silva Duarte (engenheiro da NHJ, empresa responsável pela instalação dos contêineres);
  • Edson Colman da Silva (técnico em refrigeração);
  • Eduardo Bandeira de Mello (ex-presidente do Flamengo);
  • Fábio Hilário da Silva (engenheiro da NHJ);
  • Luis Felipe Pondé (engenheiro do Flamengo);
  • Marcelo Sá (engenheiro do Flamengo);
  • Marcus Vinícius Medeiros (monitor do Flamengo);
  • Weslley Gimenes (engenheiro da NHJ).

O MP apresentou algumas justificativas para a recusa do instrumento jurídico que pretendia evitar um processo criminal pela morte dos atletas, entre eles a ausência de confissão.

Vale ressaltar que o Ministério Público apresentou alguns argumentos para explicar o motivo de levar o caso a um processo criminal e não a uma Proposta de Acordo de Não-Persecução Penal (ANPP), como pretendiam os acusados.

”Nenhum dos indiciados confessou conduta de relevância penal em favor da investigação, limitando-se a negar a prática de qualquer conduta concorrente para o incêndio”, diz um trecho da nota do MPRJ.

Indiciamento de Bandeira de Mello prejudica possível aliança com Martha Rocha

No último dia 17/06, você leu aqui no DIÁRIO DO RIO que a deputada estadual Martha Rocha (PDT) estaria alinhavando uma aliança com Eduardo Bandeira de Mello (Rede Sustentabilidade) para concorrer à Prefeitura do Rio de Janeiro nas eleições municipais deste ano. A chapa teria ainda o apoio do PSB. O inquérito contra o ex-presidente do Flamengo, no entanto, deve fazer essa possível união perder força. Adeptos do PDT, inclusive, já estão desde já pedindo que seja desfeito o tratado e que o partido procure outro nome para incorporar à candidatura.



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