Moradora da Barra da Tijuca, Dulce Pugliese de Godoy Bueno passa a ser a mulher mais rica do Brasil. Aos 72 anos, a nova bilionária, ultrapassa Luiza Trajano, ex-detentora do título e presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, após 16 dias de ganhos astronômicos e consecutivos da família de Godoy Bueno.

Cofundadora da Amil e uma das controladoras do grupo de diagnósticos clínicos Dasa, Dulce ocupa o posto pela primeira vez. Além disso, ela passa também a ocupar o sétimo lugar no ranking bilionários brasileiros em tempo real da Forbes.

Médica de formação, a mulher mais rica do Brasil fundou a rede de assistência médica Amil, em 1972 junto com seu ex-marido, Edson de Godoy Bueno. Após a compra da companhia em 2012 pela norte-americana UnitedHealth, a bilionária acompanhou Edson em um novo empreendimento, a rede de diagnósticos clínicos Dasa, da qual ela controla 48% das ações.

Essa é a segunda colocação mais alta em que uma mulher já chegou na lista nacional. A posição máxima de destaque é de Maria Consuelo Leão Dias Branco, na sexta posição, em julho de 2017, com fortuna de R$ 13,25 bilhões. Já Luiza Helena Trajano se mantém em oitavo lugar, com fortuna avaliada em R$ 30,49 bilhões, R$ 2,14 bilhões a menos que Dulce. Juntas, as duas mulheres mais ricas do Brasil chegam a uma marca histórica: esta é a primeira vez que uma dupla de mulheres figura no top 10 do levantamento da Forbes.

Entre os dias 06/01 a 19/01, as ações da Dasa, grupo coordenado por Dulce, dispararam 268%, de R$ 74,10 para R$ 199. No dia 20/01, os papéis chegaram a cair para R$ 175, mas registraram uma breve recuperação ontem no dia 22/01 e fecharam no valor de R$ 150. Apesar da oscilação, a soma final dos ganhos foi o suficiente para colocar Dulce na primeira posição entre as mulheres mais ricas do Brasil, com fortuna avaliada em R$ 32,63 bilhões. Na última lista de bilionários do mundo, veiculada em abril de 2020, o patrimônio líquido da bilionária era de US$ 3,5 bilhões, um salto (R$ 18,72 bilhões) de 74,28%.

A Dasa tem desempenhado bem desde dezembro de 2020, após anunciar a aquisição do grupo hospitalar Leforte por R$ 1,77 bilhão. No período, as ações da empresa disparam 45% a R$ 70,05. Ainda dezembro de 2020, com a estratégia de expandir as operações, a Dasa anunciou a compra de mais duas empresas no segmento da saúde. Ainda no mesmo período, a companhia anunciou que estava em avaliação uma nova oferta restrita de ações para arrecadar R$ 4 bilhões e arcar com os custos das aquisições.

Somada, a fortuna da família de Godoy Bueno é de US$ 12,3 bilhões (R$ 68,8 bilhões), segundo o ranking em tempo real de bilionários do mundo da Forbes. Para os cálculos, foram levados em consideração o valor de fechamento das ações da Dasa de ontem, assim como a cotação do dólar, fixado a R$ 5,35.

Questão que favorece os negócios da família Godoy Bueno é a participação ativa em assuntos que tangem a crise sanitária causada pelo novo coronavírus. O grupo anunciou uma parceria com a empresa norte-americana Covaxx, uma subdivisão da United Biomedical, para realizar as fases dois e três de testes da vacina contra a Covid-19 no Brasil, e doou R$ 15 bilhões para financiar o desenvolvimento do imunizante. Já a Dasa foi a responsável por detectar a nova variante do vírus em circulação no Brasil no dia 31/12, segundo o laboratório, a cepa B.1.1.7 do SARS-CoV-2, identificada inicialmente no Reino Unido, se caracteriza por apresentar grande número de mutações.

 

 

Costa do mar, do Rio, Carioca, da Zona Sul à Oeste, litorânea e pisciana. Como peixe nos meandros da cidade, circulante, aspirante à justiça - advogada, engajada, jornalista aspirante. Do tantã das avenidas, dos blocos de carnaval à força de transformação da política acreditando na informação como salvaguarda de um novo tempo: sonhadora ansiosa por fazer-valer!

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui