Plenário do Senado durante sessão deliberativa extraordinária destinada a discutir o PLC 38/2017, que trata da reforma trabalhista. Deputada Benedita da Silva (PT-RJ) grava vídeo durante sessão. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O Partido dos Trabalhadores pensa em lançar a deputada federal Benedita da Silva como candidata em 2020. É o que diz o jornalista Paulo Capelli em O Globo. Isso depois de o PT ter dado sinais que apoiaria a candidatura mais competitiva de Marcelo Freixo (PSol), inclusive lutando para indicar a mesma Benedita como vice.

A razão de querer Benedita candidata não é lá muito republicana, ou das mais adultas, Capelli diz que para os PTistas, durante o ato em apoio ao jornalista Glenn Greenwald na ABI, Cid Bejamin (PSOL) teria vetado a fala de Benedita da Silva, que pretendia discursar, enquanto Freixo e Jandira Feghali (PCdoB) alternaram falas. O que é negado por Freixo, que diz que o ato foi organizado e controlado pela Associação Brasileira de Imprensa.

Sobre Benedita, ninguém pode acusá-la de falta de experiência, foi vereadora do Rio de 1983 a 1986, e então deputada federal de 1987 a 1995, quando se tornou senadora, foi vice-governadora do Rio de 1999 a 2002, e de 2002 a 2003 governadora, quando Anthony Garotinho tentou sua candidatura a presidente da República. E desde 2011 é deputada federal, mas também foi Ministra do Trabalho e da Assistência Social no governo Lula e Secretária de Assistência Social e Direitos Humanos no governo Sérgio Cabral. Ela também foi candidata à Prefeitura do Rio em 1992, quando foi derrotada por Cesar Maia no 2º turno. Em 2002 tentou a reeleição como governadora, mas foi derrotada por Rosinha Garotinho.

Em uma candidatura solo, o PT também aproveitaria para manter o discurso de Lula Livre. Ou como disse o presidente estadual do PT, Washington Quaquá, para Capelli, “a defesa do legado de Lula“. Como disse Luiz Coelho, militante do PSol e colunista aqui no DIÁRIO DO RIO:

PT como sempre tentando empurrar a pauta de Lula livre num ato cuja pauta era liberdade de imprensa e impondo a visão simplista de que quaisquer impropriedades processuais da lava jato automaticamente isentam todos os condenados de culpa.

Antes, de acordo com Berenice Seara, o PT já estava sinalizando um apoio a uma possível candidatura a prefeito de Eduardo Paes (DEM). Isso, considerando que o ex-prefeito sairia do Democratas, e iria para o Cidadania para ser candidato – que ainda ajudaria, tirando Marcelo Calero da corrida, que já disse não querer concorrer com o antigo chefe, de quem foi secretario de Cultura.

Se realmente o PT não apoiar Freixo, com candidatura própria ou não, atrapalha bastante o PSolista, que tinha praticamente carimbada a passagem para o 2º turno com essa aliança. E ela poderia além de PT, ter PCdoB, PDT e outros partidos com viés de esquerda.

A mesma pulverização se vê no campo conservador, onde além da candidatura de Marcelo Crivella (PRB), vem surgindo a de Rodrigo Amorim (PSL), Pedro Fernandes (PSC), Otoni de Paula (PL) e Clarissa Garotinho (PROS).

Enquanto isso, o centro não mostrou ainda um candidato forte, especialmente com Eduardo Paes dizendo que não é candidato, deixando até agora os nomes do já citado Calero, além do deputado estadual Carlo Caiado (DEM) e do presidente nacional da Juventude Democratas Bruno Kazuhiro.

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