Foto: Luis Alvarenga/Governo do Estado do RJ

Segundo informações do Blog do Edimilson Ávila, um boletim da Cedae divulgado neste sábado (06/02) mostra que, no sábado passado (30/01), a concentração de geosmina/2-MIB na água tratada do Guandu bateu o recorde de 2021. O relatório traz análises de até dia 1º de fevereiro.

De acordo com o relatório, desde o dia 23 a água bruta vem chegando ao Guandu com compostos provenientes de matéria orgânica. Exemplos desses compostos são a geosmina e o 2-Metil-Isoborneol (2-MIB), que deixam a água com gosto e cheiro de terra.

O monitoramento realizado pela Cedae colhe amostras diárias em três pontos do Sistema Guandu:

  1. Na captação, ainda no Rio Guandu, antes do tratamento;
  2. Após passar pela Velha Estação de Tratamento de Esgoto (Veta);
  3. Após passar pela Nova Estação de Tratamento de Esgoto (Neta).

Até então, a concentração máxima tinha sido de 0,023 micrograma por litro (?g/L), no dia 24, na água recém-saída da Veta. No dia 30, no mesmo ponto, a análise encontrou 0,087 ?g/L — uma concentração quase quatro vezes maior. Entretanto, o recorde de 2021 ainda é bem inferior aos valores registrados na “Crise da Geosmina” do ano passado. Naquela época, o máximo foi de 0,838 ?g/L.

Nesta quinta-feira (04/02), a Cedae admitiu que carvão ativado e argila lantânica não estão tirando o gosto da água. Ainda segundo a companhia, não há previsão para uma solução. Porém, nesta sexta (05/02), foi divulgado que o Ministério Público e a Defensoria querem que a Justiça determine à Cedae que ofereça um desconto de 25% na conta de água das pessoas abastecidas pelo Guandu pelo período em que permanecem os problemas.

Vale ressaltar que nesta terça-feira (02/02), o presidentes da Cedae havia afirmado durante uma entrevista ao “Bom Dia Rio”, na TV Globo, que bebe água da torneira e que não sente gosto nem cheiro na água. Ele disse ainda que sentir gosto ou cheiro de terra depende da percepção olfativa de cada um.

2 COMENTÁRIOS

  1. Como se uma outra concessionaria fosse resolver o problema….o problema é em nivel superior ao da Cedae. A questão é a invasão da bacia hidrografica, contaminando o manancial com esgoto. Se se for tentar resolver os problemas com essa lógica boboca de trocar quem faz o serviço, nós estamos ferrados. Nem tudo é igual padaria….é só trocar o padeiro….

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