Bondinho do Pão de Açúcar (Foto: Reprodução)

Para promover uma experiência ainda mais completa para os cariocas e turistas, o Bondinho Pão de Açúcar e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional(Iphan) firmaram um acordo de cooperação técnica, em 05/05, para a criação do ‘Circuito Histórico do Bondinho Pão de Açúcar’. O percurso receberá uma chancela de reconhecimento nacional do Instituto, autarquia federal vinculada à Secretaria Especial da Cultura e ao Ministério do Turismo.

A iniciativa, que tem como objetivo abordar o caráter histórico-cultural da cidade, contará com um trajeto a ser percorrido pelos visitantes ao longo dos mirantes do Bondinho Pão de Açúcar, que serão rebatizados e estarão repletos de conteúdos com contextualizações históricas sobre o bem cultural e o ambiente em que se insere, além de destacar a trajetória de inovação tecnológica do primeiro teleférico das Américas.

Para o CEO do Bondinho Pão de Açúcar, Sandro Fernandes, a parceria inédita é uma forma de tornar ainda mais rica a experiência dos visitantes. “A história do Bondinho Pão de Açúcar se mescla com a história da cidade do Rio de Janeiro. O Circuito Histórico do Bondinho Pão de Açúcar promoverá enriquecimento cultural e histórico para todos os visitantes que passarem pelo parque. Esta iniciativa é mais uma oportunidade de, através do conhecimento, inspirar felicidade em todos que se conectam conosco”, comenta Sandro.

Referência no setor de turismo, a notoriedade do Bondinho Pão de Açúcar é refletida em números do setor, uma vez que é o segundo ponto turístico mais visitado do Rio de Janeiro. Desde sua fundação, em 1912, mais de 46 milhões de pessoas já visitaram o parque. Idealizado pelo engenheiro Augusto Ferreira Ramos, o Bondinho Pão de Açúcar foi o terceiro teleférico a funcionar no mundo. Na época, só existiam dois similares: na Espanha e na Suíça. O teleférico carioca superou os dois em tamanho e é hoje o mais antigo teleférico em operação no mundo, com o ponto mais alto a 396 metros acima do nível do mar.

Para o superintendente do Iphan no Rio de Janeiro, Olav Schrader, o acordo reflete a notoriedade do Bondinho Pão de Açúcar para o panorama turístico, cultural e ecológico do Brasil. “O Bondinho Pão de Açúcar é um símbolo não só carioca, como também do nosso país. Este acordo inédito vai alavancar o turismo através da experiência e da interpretação deste patrimônio histórico e paisagístico. Esperamos que este circuito se torne não apenas um indutor de geração de empregos e de inclusão social, mas que este monumento do pioneirismo da engenharia brasileira se torne também uma fonte de autoestima para todos“, avalia.

Tombado pelo Iphan em 08/08/1973 por sua importância na composição da paisagem cultural do Rio de Janeiro, o Complexo do Pão de Açúcar também é reconhecido como Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura(Unesco) desde 2012. O monumento integra o sítio ‘Rio: Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar’, primeira área no mundo a ter reconhecido o valor universal da sua paisagem urbana.

Este acordo enriquece a experiência do visitante e contribui para a valorização desse Patrimônio Cultural tão querido pelos cariocas e turistas. Vamos dar destaque à história, ainda pouco conhecida, deste marco do pioneirismo nacional“, destaca a presidente do Iphan, Larissa Peixoto.

A partir da celebração do contrato, serão desenvolvidos estudos para selecionar mirantes e conteúdos a serem incorporados ao circuito. A previsão de término das instalações é para o segundo semestre de 2021. O Circuito Histórico do Bondinho Pão de Açúcar estará disponível para todos os visitantes que adquirirem o bilhete do parque.

O Bondinho Pão de Açúcar adota um rígido protocolo de segurança sanitária de combate à Covid-19 em seu funcionamento. Dentre as principais medidas, a máscara é item obrigatório, podendo ser retirada apenas no momento das refeições e desde que o distanciamento social seja mantido. Dispensers de álcool em gel são disponibilizados ao longo de todo o parque e a medição de temperatura é feita a todos na entrada. Além da demarcação do espaço de distanciamento físico nas filas, os bondes operam com capacidade reduzida e são sanitizados a cada viagem.

carioca, estudante de Letras na UFRJ. Nascida numa segunda-feira de carnaval, se apaixonou muito cedo pela arte das Escolas de Samba. Moradora da Taquara, é Zona Oeste desde os onze anos; não dispensa um passeio pelo Centro, uma ida ao Parque de Madureira, uma volta pela Cidade das Artes ou qualquer outro evento que consiga ir. Gosta de teatro e música, às vezes se arrisca nessas áreas. Também é pseudônimo de Bárbara de Carvalho.

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