Antes de começar o nosso papo temos novidade por aqui e gente nova no BALCÃO da nossa coluna Botecoterapia!

Com a intenção de dar mais espaço para o mundo cervejeiro e apoiar cada vez mais o movimento cervejeiro carioca, toda semana teremos amigos que de certa forma vivem direta ou indiretamente desse mundo maravilhoso da cerveja.

Essa semana no Balcão do nosso Bar teremos uma super dica de cerveja com a querida Francesca Sanci e a estreia do cara que posso chamar de irmão (sem piadinhas por favor) Raoni MITO Soares.
Meu “broderer” Raoni Soares vai comandar o Rio com Cerveja, assumindo o departamento de comédia cervejeira aqui da nossa coluna.

No atual momento que vive o país a gente sempre escuta que “é melhor devolver o Brasil para os índios e pedir desculpas” mas vamos segurar a onda porque a galera da Kurumã invadiu a nossa cidade e com certeza vai nos libertar de uma moda que apesar de muito boa já tá na hora de ter mais opções em destaque.
Sabemos que em cada esquina nasce uma IPA nova ou ai-pi-ei para os amantes do estilo vou pedir perdão mas o mundo cervejeiro é grande pra caramba.

Kariauc, que significa “Carioca” em Tupi, é uma clássica Belgian Ale equilibrada, com 6,5% de teor alcoólico, aroma com notas de mel e amargor baixo (IBU 20).
É, principalmente, um rótulo preocupado em ser fiel ao slogan da cervejaria.
Os sócios (Vitor Antoniazzi, Homero Neto e Luiz Hayum) apostaram em um caminho contrário à tendência de muitas das novas cervejas artesanais, que valorizam receitas com muito lúpulo.

“Nos definimos como uma terceira via aos que têm interesse em experimentar cervejas novas, mas descartam as tradicionais Pilsen e também rejeitam o gosto dos rótulos muito lupulados”, explica Luiz Hayum.

Desde o ano passado, o chope Kariauc vinha sendo comercializado nos principais eventos gastronômicos da cidade e também na invasão a alguns bares.

Decidida a dar um passo adiante, a Kurumã tornou-se a primeira cliente da Cervejaria Piedade, que fica na Zona Norte do Rio e partiu para a produção de cerca de 2 mil garrafas.
Os lançamentos da garrafa aconteceram no Rio de Janeiro e em Niterói.

“Recebemos um feedback muito legal do nosso chope e entendemos que investir na garrafa era o próximo passo. Trabalhamos incansavelmente para levar ao público um produto de excelente qualidade”, festeja Homero Neto.

“IPA é o estilo da moda, mas ela agrada mais às pessoas com um conhecimento avançado sobre cerveja artesanal.
Nossa busca é pelo alto drinkability, em fazer uma cerveja que todo mundo goste. Daí nosso slogan: cerveja boa e fácil de beber” – finaliza Vitor Antoniazzi.

Essa é a cervejaria Kurumã, mas independente da sua tribo cervejeira fica aquela velha lição indígena que diz, gosto é igual COPO cada um tem o seu, e bebe o que quiser.
Independente do seu estilo favorito beba e seja feliz, isso é que importa e independente do seu grau de conhecimento cervejeiro, seja leigo ou seja mestre cervejeiro por favor, só não seja chato.
Como sempre digo, quem bebe muito fala pouco e com certeza é mais feliz e a nossa missão é fazer com que a cerveja atravesse cada vez mais horizontes e quebre barreiras que ainda existem, mas tenho fé e convicção que apesar das pancadas o mercado cervejeiro brasileiro não vai parar de crescer.

Índio cervejeiro quando faz dança da chuva será que chove cerveja?
Espero que tenham gostado deixem ai nos comentários qual é seu estilo favorito e qual cerveja vocês gostariam de ver sendo degustadas aqui na nossa coluna Botecoterapia.

Balcão do Botecoterapia.

Dica de Sommelier com Francesca Sanci.

Me chamo Francesca (mais conhecida como Fran, rs), sou sommelière de cervejas pelo Science of Beer e atualmente coordenadora do curso no Rio de Janeiro.
Atuo na área comercial da cervejaria carioca O Motim e sou Gastrônoma pela UFRJ.
Compartilho minhas experiências no @gastronobeer e pessoalmente esbarrando com os amigos nos bares. =)

A Cerveja

Como sugestão resolvi falar um pouco de um lançamento recente que tivemos no Rio de Janeiro: A KurumãKariauc Belgian Ale.
Essa cerveja tem uma coloração dourada e apresenta leve turbidez, média formação de espuma e média persistência.

No aroma é possível perceber o dulçor do malte e um frutado bem evidente, enquanto na boca, a cerveja de cara já apresenta uma ótima drinkabillity, corpo leve, refrescância e delicado dulçor.
Se a proposta era agradar o paladar carioca, sem dúvidas a cervejaria Kurumã acertou em cheio!

Proposta de Harmonização

A idéia foi harmonizar Queijo Brie com Geléia de Pimenta com lúpulo Chinook e a Kurumã Kariauc Belgian Ale.
Nesta harmonização, a cerveja ganha evidência e perde um pouco da sensação de dulçor, enquanto o queijo e a geléia têm seus sabores originais preservados com uma leve diminuição da picância da geléia.

Raoni Soares no Rio com Cerveja

Faaaaaala galera!!! Eu sou o Raoni do canal Boteco do Raoni (eu sei, eu sei, o nome poderia ser mais original, né?).
Fiquei muito feliz quando o meu irmão gêmeo Flávio me chamou para dar um pitaco cervejeiro nessa humilde coluna!

Ah-háááá, vocês devem estar pensando “mas Raoni, o Flávio já escreveu um texto tão bacana e logo em seguida a Fran complementou de forma tão legal, o que um cara como você pode acrescentar de útil?”
……………… (droga, essa pergunta foi difícil…. melhor esquecer isso….)

AAAHHH , não, pera, ninguém melhor pra falar de uma cerveja de índio do que um cara com nome de índio, não?

Pois saibam que Raoni, em Tupi, significa “aquele que absorve as energias etílicas fermentadas pelos deuses ao entardecer” (ou isso ou “javali manco”, não lembro agora…..)
Para finalizar, revelo a todos que eu fui o modelo para a criação deste rótulo, prova de que sou praticamente um muso inspirador dos bêbados!

 

Flávio Lima é produtor de destilados, cervejeiro caseiro, Beer Sommelier, Bartender especialista em GIN, jurado gastronômico e administra o Instagram Bares cariocas. Triatleta de garfo, faca e copo com mais de 1000 bares visitados, tem um imenso amor pela boemia carioca do Pé sujo até a alta coqueteleira. É usuário de doses nada homeopáticas do líquido sagrado, segue de bar em bar evoluindo e compartilhando a cultura de boteco.

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