Bora falar de Queijos e Cervejas?

É muito comum nessa época do ano mercados, bares e restaurantes começarem a falar de queijos e vinhos.
Toda hora tem promoções relacionadas ao assunto em tudo o quanto é lugar, fora os eventos específicos de harmonização, isso com certeza vem por causa da baixa temperatura e pela tradição de dizer que “um vinhozinho nesse frio cai bem e um queijinho para combinar não é nada mal”.

Pois bem, como vocês sabem não sou fã de vinho, por mais que meu amigo Jesus tenha realizado o milagre de transformar água em vinho.
O vinho pode até ser um milagre, mas a cerveja é uma benção.

Saindo um pouco dessa de milagres, hoje vamos falar sobre harmonização de queijos e cervejas, isso mesmo, queijos nacionais e cervejas só pra contrariar! rs
Se vamos falar de queijos nacionas então vamos falar de Queijo com Prosa.

Na semana passada participei de um evento que com certeza mudou minha visão sobre o queijo nacional, esse evento aconteceu no Brewteco na Barra da Tijuca e mais uma vez agradeço a oportunidade de participar.
Povo chegando e o Brewteco preparado, lá no balcão estava o destemido Daniel Martins preparando as tábuas de queijos nacionas.

No início do evento já deu para sentir o quanto Daniel tem amor ao que faz, percebi ali um cara tipo embaixador do nosso queijo, que defende e luta por essa causa com toda sua força contra as burocracias loucas do nosso país, que impedem o desenvolvimento do queijo nacional.

Não vou entrar em muitos detalhes mas vou deixar o contato e indico a todos assistirem essa palestra do Daniel.
Comemos queijos sensacionais e bebemos ótimas cervejas, tudo muito bem harmonizado, mas confesso que o conhecimento cultural que recebi sobre o queijo vale muito mais do que a taxa do evento, foi uma coisa maravilhosa, a história dos queijos nacionais campeões mundo a fora, das dificuldades que o produtor artesanal sofre para manter seu queijo com suas característica, a falta de apoio e desvalorização dos nossos governantes e por aí vai.

Eu obtive um conhecimento maravilhoso e hoje eu digo que o que eu puder fazer para somar, estarei sempre a disposição.
Então amigos, no decorrer da matéria vou deixar o contato para vocês também terem essa experiência maravilhosa.

Harmonização de queijos e cervejas por Daniel Martins do Projeto Queijo com Prosa.

Sem mais delongas, bora falar de Harmonização de queijos e cervejas!
Pegamos umas dicas do grande Daniel e vamos passar pra vocês juntamente com alguns exemplos de cervejas.

Queijo Marajó:
Clássico regional produzido com leite cru de búfala harmoniza perfeitamente com Pilsen.
Ex: Therezópolis Gold, Pilsen Mistura Clássica, Hell de Janeiro.

Curado de ovelha:
Adocicado de início e picante no final,esse queijo de leite cru de ovelha vai bem com a Witbier
Ex: Witbier da Bella Craft Beer, Sicília da Máfia, Angra da Mistura Clássica.

Serra do Tinguá:
Inspirado no português serra da estrela, o queijo cremoso casa bem com a Saison.
Ex: Canudos dá O MOTIM, saison a trois da INVICTA, saison de caju da TUPINIQUIM.

Mandioquinha:
Embalado e fina casca com mofo branco, como o camembert, fica ótimo com a Weiss.
Ex: CANDANGA Weiss, FRAGA Weiss, NOI BIANCA Weiss.

Canastra:
Icônico exemplar dos queijos curados mineiros, com leite cru de vaca, fica perfeito com notas maltadas de uma Pale Ale e seu leve amargor.
Ex: Eisenbahn Pale Ale, Sierra Nevada Pale Ale, W* Kattz English Pale Ale.

Garnizé:
Produzido com leite de vaca e maturado com sálvia e manjericão, fica delicioso na companhia da Blond Ale.
Ex: 3 Cariocas: Cariocaholic Blond Ale, Brothers Belgian Blond Ale e Trópica Bora Bora Blond Ale.

Cacauzinho:
Queijo de cabra curado com mofo branco sobre cobertura de cacau e cumaru vai bem com a Brown Ale.
Ex: Fraga Brow, Three Monkeys Brownie Ale.

Vamos conhecer um pouco do projeto Queijo com Prosa:

Disseminar e apoiar. É com esses objetivos que Daniel Martins, sommelier de cervejas e chef de cozinha, vem direcionado seu trabalho para divulgar a produção e a cultura dos queijos artesanais nacionais.

Carioca, passou grande parte da infância e adolescência na pequena cidade de Elói Mendes, em Minas Gerais, nas fazendas e no antigo laticínio da família. Foi a partir daí que começou seu envolvimento com a valorização dos produtos locais.

Com a implantação do Mercosul, o laticínio acabou falindo, mas Daniel não se rendeu.
Em Julho de 2015, criou a Queijo com Prosa, buscando resgatar a tradição familiar.
Seu objetivo principal é disseminar a importância do apoio à produção dos queijos artesanais brasileiros, realizando eventos gastronômicos, aulas, palestras e harmonizações.

“Sobreviveram apenas as grandes empresas de leite e seus queijos massificados, padronizados e sem gosto.
Por um bom tempo os queijos artesanais estiveram sob ameaça de extinção”, conta.

Militante da causa, ao lado da mulher Graziella Martins, realiza um trabalho de curadoria imprescindível na defesa desse patrimônio gastronômico brasileiro, que vive o auge de sua revolução.
Além de descobrir novos sabores e ajudar a fomentar as produções locais, participa ativamente de grandes eventos gastronômicos pelo Brasil, contando as histórias por trás de cada garimpo.

Colunista da Revista Cerveja e integrante da Junta Local, Daniel é formado pelo Instituto Cândido Tostes, considerado um dos melhores centros técnicos lácteo da América do Sul.

Atualmente, se dedica a mais nova iniciativa da Queijo com prosa: a Roda Sensorial do Queijo, baseada na pesquisa desenvolvida por Julia Rogers (Chesse Educator in Chesse Culture).
A versão brasileira do guia auxilia a encontrar sabores e aromas presentes nos queijos com selo nacional.

“Nossa ideia é democratizar o acesso aos queijos artesanais e regionais, fazendo uma verdadeira revolução queijeira brasileira. Os artesanais estão voltando com tudo, e pra ficar”, avisa.

Amigos espero que tenham gostado e digo mais procurem conhecer o queijo nacional, entre no site do Queijo com Prosa para ficar por dentro do que rola nessa sensacional revolução queijeira.

Botecoterapia

Hoje o Sommelier convidado é o meu amigo Viny Bastos do Artesanato da Cerveja.

Meu nome é Vinícius Bastos, ou Viny, Sommelier de Cerveja formado pelo ICB-SP desde 2015.
Sou gerente do Artesanato da Cerveja Growler Station e administrador do @jovemcervejeiro, que voltará as atividades em breve com o seu propósito de sempre: falar de cerveja para novos entusiastas.

Uma cerveja que me chamou muito a atenção nesse ano foi a Canudos OAK, da cervejaria carioca O Motim.
É a versão envelhecida da sempre premiada Canudos.
Do estilo belga Saison, sua maturação em barris de carvalho dura 11 meses, conferindo notas vinificas à cerveja.

Sua espuma é de boa formação. No aroma vem as notas da madeira, condimentos e frutas amarelas maduras.
Na boca vem o seu toque seco, levemente amargo e novamente as notas amadeiradas, condimentadas e frutadas. Bem refrescante e complexa!
Belíssima cerveja!

Rio com cerveja, por Raoni.

Bom depois de ficar sabendo das harmonizações de queijos e cervejas, nosso grande Raoni foi com tudo na harmonização mas…
Foi com muita sede ou fome ao pote de queijo.
O que aconteceu Raoni?

Tentei seguir a dica do Daniel Martins, mas não deu muito certo.

Por falar em Raoni, vocês já se inscreveram no canal dele? Procura o Boteco do Raoni pra se divertir e aprender mais sobre essa maravilha que é a cerveja! Eu não paro de rir com o último vídeo “TV Cerveja 1”, tá hilário!

Então é isso pessoal! Nos vemos na próxima quinta aqui na coluna!
Aproveita e me diz ai qual seu queijo preferido?

Flávio Lima é produtor de destilados, cervejeiro caseiro, Beer Sommelier, Bartender especialista em GIN, jurado gastronômico e administra o Instagram Bares cariocas. Triatleta de garfo, faca e copo com mais de 1000 bares visitados, tem um imenso amor pela boemia carioca do Pé sujo até a alta coqueteleira. É usuário de doses nada homeopáticas do líquido sagrado, segue de bar em bar evoluindo e compartilhando a cultura de boteco.

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