Ipanema Beach Panorama por Maxime Guilbot
Ipanema Beach Panorama por Maxime Guilbot

Uma das regiões mais famosas do mundo, Ipanema é repleta de marcantes memórias e ricas curiosidades. Você vai conferir algumas, agora, aqui no Diário do Rio.


Sergio Castro Imóveis

Com mais de meio século de tradição no mercado imobiliário do Rio de Janeiro, a Sergio Castro Imóveis contribui para a valorização da cultura carioca

Até o fim do século XVIII, a área onde hoje fica o bairro de Ipanema era ocupada apenas por índios. Sobretudo, membros da aldeia Kariané.

Armas do Conde de Ipanema
Armas do Conde de Ipanema

No século XIX, as coisas mudaram um pouco. Uma chácara passou a ocupar a região. As terras pertenciam ao Conde de Ipanema. Em 1894, ele fundou a Villa Ipanema. Existem dados que indicam que algumas partes de Ipanema eram do francês Charles Le Blond, à época, dono da área onde hoje é o Leblon.

Contudo, foi o Conde de Ipanema quem dominou a região. Após a criação da Vila, o Conde, no intuito de vender os lotes, projetou praças e avenidas – algumas existem até hoje em dia.

Ipanema em 1902 por Marc Ferrez
Ipanema em 1902 por Marc Ferrez

Ipanema já foi cenário para muitas histórias. Algumas delas chamam bastante a atenção.

As areias de Ipanema já serviram de local para um duelo no qual dois opositores resolveram lavar suas honras na bala. O senador gaúcho Pinheiro Machado duelou com o jornalista e diretor do jornal Correio da Manhã, Edmundo Bittencourt, nas areias da praia do bairro. Pinheiro Machado era um político conservador e sentiu-se ofendido com os textos que o Correio da Manhã escrevia sobre ele. Pinheiro, então, desafiou publicamente o redator-chefe do periódico, propondo um duelo. Foi escolhido um lugar distante, e o duelo ocorreu na presença de testemunhas, nas areias de Ipanema, mais precisamente na atual Vieira Souto. Ambos se posicionaram de costas para o outro, se afastaram dez passos e se voltaram um para o outro para atirar. O senador Pinheiro Machado se saiu melhor e Edmundo Bittencourt ficou ligeiramente ferido com um tiro que pegou na parte lateral do seu quadril”, destaca o site de pesquisa Rio de Janeiro Aqui.

Nos anos 1960, a especulação imobiliária tornou Ipanema um bairro movimentado. Moradores antigos da região chegaram a protestar diante da situação. Vinicius de Moraes fez a música “Carta ao Tom 74”, que fala sobre o assunto.

Ipanema, anos 70
Ipanema, anos 70

Nas duas décadas seguintes (1970 e 1980) veio o “boom” do bairro. A avenida Viera Souto se tornou um dos endereços mais nobres, mais caros e mais procurados da cidade do Rio de Janeiro, superando a avenida Atlântica, em Copacabana. Depois disso, Ipanema seguiu se desenvolvendo, tornando-se um dos bairros mais famosos do mundo.

São incontáveis as inspirações artísticas que Ipanema possibilitou. Entre as mais célebres está a música “Garota de Ipanema”, de Tom e Vinicius, canção tão bela quanto o bairro.

Felipe Lucena

Felipe Lucena é jornalista, roteirista, redator, escritor, cronista. Filho de nordestinos, nasceu e foi criado na Zona Oeste do Rio de Janeiro, em Curicica. Sempre foi (e pretende continuar sendo) um assíduo frequentador das mais diversas regiões da cidade do Rio de Janeiro.

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