Foto: Renan Vieira/Ônibus Brasil

A posse do prefeito Eduardo Paes e da secretária de transportes Maína Celidônio traz a expectativa de melhores dias para o sistema neste novo ano. As primeiras impressões do BRT Rio sobre a nova Secretaria Municipal de Transportes são positivas e animadoras. O tom das reuniões realizadas até aqui tem sido o de buscar soluções conjuntas para os principais problemas do sistema e melhorar a qualidade dos serviços aos passageiros.

“Desde a primeira reunião de trabalho que tivemos com a secretária Maína Celidônio, ela e sua equipe demonstraram muita sensibilidade em relação ao BRT, a partir do enfrentamento de problemas crônicos que atingem o sistema, tais como o alto índice de calotes, população de rua dentro de estações, furtos e roubos aos passageiros e má qualidade da pavimentação, principalmente no corredor Transoeste. Somente com o trabalho integrado e contínuo dos agentes públicos, que inclui Secretaria Municipal de Transportes, Guarda Municipal, Polícia Militar, Secretaria Municipal de Infraestrutura, Secretaria Municipal de Conservação e Secretaria Municipal de Assistência Social, conseguiremos vencer esses desafios”, afirma o presidente executivo do BRT Rio, Luiz Martins.

A primeira ação conjunta com a nova SMTR já rendeu resultados no primeiro dia útil do ano, com a reabertura da estação Pinto Teles, no corredor Transcarioca, e do módulo expresso da estação Bosque Marapendi, no Transoeste. Em que pese a grave situação financeira em que se encontra, o BRT Rio está se desdobrando para reabrir outras cinco estações nas próximas semanas: Tanque (Expresso), André Rocha, General Olímpio, Nova Barra e Praça do Bandolim. A entrega dessas estações faz parte do esforço do BRT Rio para devolver qualidade aos serviços prestados aos passageiros. Ao longo de 2020, o BRT Rio reformou e recuperou 28 estações.

“Este esforço a mais do BRT Rio é uma resposta positiva à vontade e à determinação demonstradas pela secretária Maína Celidônio e sua equipe para ajudar a resolver os problemas do sistema”, frisa o presidente do BRT Rio.

Apesar da esperança por dias melhores, o Ano Novo traz a reboque os graves problemas financeiros de 2020. Entre março e dezembro o BRT Rio acumulou perdas de receita de R$ 180 milhões por conta da pandemia, sem qualquer ajuda financeira dos governos. Além disso, há 24 meses o sistema não tem reajuste de tarifa, ferindo o que está previsto no contrato. Há também a evasão por calotes e a política de gratuidades sem fontes de custeio definidas.

“Essas questões precisam ser enfrentadas para que o BRT Rio mantenha sua operação e, a médio prazo, recupere a capacidade de investimentos capaz de melhorar a experiência dos passageiros. Contamos com o entendimento e o apoio do novo governo para fazer de 2021 o ano da virada do BRT”, afirma Luiz Martins.

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