Foto: Divulgação

Depois da greve promovida por profissionais do BRT Rio na última segunda-feira (01/02), ocasionando a paralisação do serviço e afetando bastante o transporte público como um todo na capital fluminense, a concessionária responsável pela administração do mesmo informou, por meio de nota oficial, que o pagamento da 2ª parcela do salário de janeiro de 95% de seus colaboradores acontecerá no decorrer desta sexta (05/02).

De acordo com o comunicado, os profissionais que receberão suas respectivas verbas serão aqueles que não exercem cargo de liderança, como, por exemplo, motoristas, pessoal de manutenção, auxiliares e controladores de estação. Já os trabalhadores com esse tipo de atribuição (encarregados, supervisores, coordenadores, gerentes e diretores) receberão o pagamento na próxima segunda-feira (08/02). Vale ressaltar que, segundo o BRT, os recursos financeiros para a quitação virão da postergação e/ou renegociação do pagamento aos fornecedores.

Confira, na íntegra, a nota oficial do BRT Rio sobre o pagamento dos funcionários nesta sexta-feira:

”O BRT Rio informa que o pagamento da segunda parcela do salário de janeiro de 95% de seus colaboradores será realizado nesta sexta-feira, dia 5. Serão contemplados todos os colaboradores que não exercem cargo de liderança (motoristas, pessoal de manutenção, auxiliares, controladores de estação etc). Os profissionais com cargo de liderança (encarregados, supervisores, coordenadores, gerentes e diretores) receberão na segunda-feira, dia 8. Os recursos virão da postergação e/ou renegociação do pagamento aos fornecedores.

Apesar de conseguir honrar seu principal compromisso financeiro, o BRT Rio segue em busca de soluções emergenciais, ainda que paliativas, para enfrentar o desequilíbrio em suas contas e garantir a continuidade do funcionamento do serviço, mesmo sob uma realidade de colapso econômico-financeiro.

Nos primeiros meses da pandemia, o BRT Rio trabalhou com queda de até 75% no número de passageiros. Hoje, 11 meses depois do início do combate à Covid-19, a queda de passageiros se mantém no patamar de 45% em relação ao período anterior à pandemia. A perda de receita entre março de 2020 e janeiro de 2021 atingiu R$ 200 milhões.

Neste período, o BRT Rio vem buscando todas as soluções possíveis para honrar seus compromissos e manter o emprego de seus colaboradores. As despesas do BRT são custeadas pela tarifa, sem aumento há 25 meses. Ao mesmo tempo, os custos como o pagamento de impostos, óleo diesel, pneus, peças para os veículos e outros insumos não param de crescer.

Apesar das seguidas sinalizações do BRT Rio nos últimos meses sobre o desequilíbrio econômico do sistema, até o momento não houve qualquer ajuda por parte dos governos municipal, estadual e federal para o enfrentamento dos impactos da pandemia.”

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