Foto: Reprodução Internet

A Prefeitura do Rio reabre neste domingo (26/09) 12 estações do BRT na Avenida Cesário de Melo. A via, que liga Santa Cruz a Campo Grande, na Zona Oeste, ganhou melhorias no transporte por BRT, com alterações das linhas que atendem os moradores da região. A maioria das estações que serão reabertas estava inoperante desde 2018 após terem sido vandalizadas.  

No entanto, segundo dados divulgados pelo G1, desde o início da intervenção anunciada pela gestão Paes na operação dos articulados, março deste ano, o município gastou R$ 46 milhões e reabriu apenas 11 pontos do BRT.

A Secretaria de Transportes fez uma lista de estações prioritárias para serem reabertas. São estações que requerem maior investimento e são mais trabalhosas. Então a gente optou por liberar as estações que poderiam voltar a atender os passageiros com mais rapidez“, explicou a interventora do BRT no município, Cláudia Cecin.

Outro número apresentado pelo portal, é que. para evitar depredações, a prefeitura anunciou o programa BRT Seguro, que reforça o patrulhamento nas estações com policiais de folga.

A iniciativa, que já custou mais de R$ 2 milhões aos cofres públicos, ainda não tem números para comprovar a diminuição de calotes de passageiros.

Número menor de ônibus circulando

Quando a intervenção começou, há seis meses, 120 ônibus circulavam nos três corredores do BRT. Os números atuais do sistema estão disponíveis no site da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), mas a quantidade real de ônibus circulando nas ruas não é transparente.

Oficialmente, a SMTR diz que nesta sexta-feira (24), 200 ônibus articulados saíram das garagens para atender a população carioca. Há uma semana, esse número foi de 197. No último dia 13, 194 veículos circularam no município, segundo a secretaria.

No entanto, o RJTV, da TV Globo teve acesso a dados do painel interno da Secretaria de Transportes. No dia 13, em vez dos 194 ônibus divulgados, o número de articulados rodando não passou de 145, ou seja, um total 33% menor do que o número oficial.

No dia 17, os dados internos indicaram que 152 veículos rodaram na cidade. Esse total é 29% menor do que os 197 ônibus divulgados pela prefeitura.

A interventora do BRT justificou que o município está testando um projeto piloto para monitorar a frota por GPS e, por isso, os dados do painel interno ainda não são válidos.

“Esse painel da Secretaria Municipal de Transportes é pelo GPS dos ônibus, e aí nem todos os ônibus têm. Eu estou trocando o GPS porque a maioria deles não funciona em várias áreas da cidade. Então esse painel ele está em teste. Esse painel ele não retrata todos os ônibus que estão efetivamente circulando”, argumentou Cláudia.

A intervenção no BRT tem mais seis meses pela frente, depois que o prazo foi prorrogado no último dia 18. Ao fim do período, o objetivo é entregar o sistema para uma nova concessionária.

2 COMENTÁRIOS

  1. Eu vi a matéria no RJTV, e esperava que outro meio que fosse replicar a matéria exclusiva, fizesse algum comentário mais coerente com a realidade, a matéria está recheada de vícios de quem não apura os fatos e apenas replica o que a prefeitura diz, sabemos que muitas vezes é necessário ser imparcial, nesse caso, é bem claro para quem mora ou conhece a Cesário de Melo, que é uma avenida muito grande, e percorre vários bairros, e que um trecho bem crítico no entroncamento no seu trecho final já no bairro de Santa Cruz é o trecho problemático e de difícil solução pela sua localização conflagrada. Optou-se por desmonte das estações seguintes de Paciência até Campo Grande, trecho com problemas pontuais de vandalismo, porém totalmente acessível de manutenção dos serviços do BRT. Algo que para quem conhece foi uma medida tomada novamente por questões politicas, e a imprensa deveria relatar a realidade.

  2. Tudo isso poderia ser feito com a Concessionária trabalhando. Na mão do município tudo fica mais caro e moroso. Fora que se não tivessem deixado a segurança virar piada dentro do sistema, não teríamos tantas depredações e incêndios. No Rio de Janeiro, cada milímetro perdido pra bandalheira, pra malandragem, demanda muito esforço para ser posto em ordem novamente.

    Teria saído muito mais barato ter oferecido a guarda municipal pra rondar e garantir o sistema – assim como fazem no VLT Carioca.

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