Apesar de ter prometido não cortas verbas da Secretaria de Educação, que já tinha sofrido profundos cortes durante o mandato de Rosinha Garotino, o Governo do Estado reduziu em R$ 87 milhões o orçamento para 2007 da Secretaria, perdendo 8,7%, dos cerca de R$ 1 bilhão de 2006. A UERJ perdeu R$ 25 milhões, e isso porque ano passado sofreu em greves e chegou a pensar em não fazer vestibular devido ao orçamento ser mínimo.

Mas alguns órgãos do estado não vinculados às áreas poupadas dos cortes continuam com o mesmo orçamento. Entre eles está a Fundação Santa Cabrini (FSC), que manteve os R$ 11,1 milhões previstos. Desde o governo anterior, o presidente da FSC, ligada à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), é Jaime Melo, irmão do líder do governo na Alerj, Paulo Melo (PMDB). Já a Seap perdeu R$ 16,3 milhões do orçamento original de R$ 153 milhões. No Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) cuja presidente é Soraia Santos, mulher do deputado federal Alexandre Santos (PMDB), também não houve corte. Remanescente do governo anterior, ela trabalhará com os mesmos R$ 7,5 milhões previstos.

O governo informou que na Educação não houve corte e sim uma adequação ao mínimo constitucional de gastos, que estava acima na previsão. Já as universidades estão ligadas à Ciência e Tecnologia, onde houve cortes, e não à Educação. O governo afirmou ainda que considera a FSC ligada à Segurança e o IPEM, como outros órgãos que não tiveram cortes (Loterj, Fesp, Jucerja, Ceasa, Detro e Imprensa Oficial), tem arrecadação própria. Já a Cedae e o Detran, também com arrecadação própria, tiveram cortes.

O interessante, é que o mínimo constitucional, é isso, o mínimo… Bola fora, e péssimo começo para Cabral..

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