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Pesquisa realizada pela Secretaria Municipal deTransportes (SMTR) constatou que a cidade do Rio de Janeiro verificou uma queda na circulação de ônibus nas linhas comuns. A Zona Oeste da cidade foi a região mais castigada, com apenas 27,9% da frota circulando pelas ruas. O Consórcio Santa Cruz conta com apenas 532 carros circulando pela região. A Zona Oeste tem aproximadamente 2.614.728 habitantes.  

Ainda de acordo com a pesquisa, em termos de frota circulante, se comprados os consórcios Santa Cruz, Internorte, Intersul e Transcarioca, somente 3.020 ônibus estavam circulando quando foi feita a pesquisa, o que perfaz 40% da quantidade de ônibus estipulada pela Prefeitura.

Pouco ônibus circulando na cidade representa um tormento para o usuário que precisa trabalhar ou cumprir algum tipo de tarefa presencial e inadiável. A saída para os mais destemidos é lançar mão do uso do transporte pirata. Para a maioria, no entanto, a sina é uma longa espera e depois pegar um transporte cheio e com pessoas que não usam máscara.

O porta voz da Rio Ônibus, Paulo Valente, apontou a pandemia de Covid-19 como a principal responsável queda de 45% na demanda pelo serviço. Segundo ele, a questão deve ser discutida entre sociedade, o Ministério Público e a Prefeitura para avaliar qual é o modal de transporte mais adequado para a cidade no momento. Ele também sugere discutir sobre preço de passagens, revisão das regras do bilhete único e intensificação da fiscalização contra o transporte clandestino.

Em nota, a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) ressaltou que a pesquisa retratou o período de 4 a 14 de janeiro, sendo que depois disso, as linhas podem ter voltado a circular ou as frotas terem sido ampliadas. No comunicado, a secretaria esclarece que, a partir das reclamações dos usuários, selecionou 40 linhas prioritárias para que o serviço fosse normalizado – 20 até o fim de março e 20 até o fim de abril.

2 COMENTÁRIOS

  1. Não conhece a realidade…
    Há anos é assim (!!)
    Veja bem, na zona oeste tem transporte “alternativo” (vans) explorado por milicianos. Desde então cada vez menos ônibus estão nas ruas. Esse 1/4 passou a ser média. Passei 1 hora (quando deveria ser 15min) esperando um ônibus que passou lotado. Isso foi há 2 anos.

  2. Infelizmente, essa realidade de escassez de ônibus na Zona oeste começou já na gestão do Eduarda Paes, com a implementação dos BRTs e com a finalidade de reduzir os engarrafamentos. Porém, foi uma tomada de decisão totalmente equivocado que sequer teve aval da População afetada.
    Moro em Jacarepaguá, num local chamado de Colonia Juliano Moreira. Aqui, desde a implantação do BRT só temos 01(um) ônibus que circula pra atender aproximadamente 40.000. Esse “excelente ” gestor conseguiu falir a principal empresa de ônibus que atendia praticamente todo Bairo de Jacarepaguá, sobretudo Colônia Juliano Moreira, Pau da Fome, Boiuna, Curicica, Santa Maria…Hoje, toda a População desses locais fica na mão das Vans que possui o Monopólio.

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