Foto Cleomir Tavares / Diario do Rio

Para evitar o colapso do sistema BRT, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou nesta quinta-feira (15/4) o PL 140/2021, de autoria do poder Executivo, que autoriza a Prefeitura a investir recursos próprios para o plano de intervenção e manutenção do serviço, estimado em R$ 56 milhões. O investimento seria feito até setembro, quando se encerra o prazo da intervenção iniciada em março, para custear salários, combustíveis e reforma de veículos e estações.

A matéria voltará à pauta para 2ª discussão, quando serão apresentadas emendas ao texto. Entre as mudanças que devem ser feitas no projeto estão a inclusão do programa ‘BRT Seguro’, que permitirá a contratação de agentes de segurança para o patrulhamento de estações evitando assaltos e depredações. O programa custaria mais R$ 76 milhões até o fim do ano, segundo estimativa da Prefeitura, totalizando R$ 133 milhões a serem investidos pela prefeitura na intervenção.

Risco de colapso

Um diagnóstico apresentado aos vereadores no dia 7 de abril pelos secretários municipais de Fazenda, Pedro Paulo, e de Transportes, Maína Celidônio, acompanhados pela interventora do BRT, Cláudia Secin, destacou que há risco iminente de paralisação do serviço, que se encontra em crise financeira, com a frota e estações degradadas, sem peças de reposição, e possibilidade de não pagamento do pessoal contratado.

O plano de intervenção está previsto para ser implementado pelo prazo de 180 dias, findo o qual haverá uma nova licitação. Na primeira etapa, além de auditoria dos acordos, contratos e recursos de todo o Consórcio Operacional BRT. O plano apresentado prevê a recuperação de 15 estações das 46 que estão fechadas, além de dobrar o número de ônibus em circulação, hoje em 120, que chegariam a 241 em setembro.

1 COMENTÁRIO

  1. É a comprovação de um projeto mal idealizado e mal realizado. É a tentativa do criador tentar maquiar seu mal feito. Lembremos que o governo anterior tb fez intervenção, sem efeitos práticos, haja vista não ter usado mais dinheiro para tal. Além disso, lembremos que o governo anterior demitiu 3 engenheiros estatutários que foram omissos aos desmandos na realização da obra do Transcarioca. Já o Transoeste foi feito a “toque de caixa” para ser usado de bandeira para reeleição do EP e daí surgiu aquela pista toda deformada pelo peso dos ônibus, mas a reeleição foi ganha e os danos para a cidade e para o carioca é permanente.

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